Gilson de Souza (DEM) está numa situação privilegiada. A fase é boa e os ventos estão soprando favoráveis. Dificilmente, começará 2017 sem ocupar um cargo eletivo de expressão. Escolhido para disputar o segundo turno com Sidnei Rocha (PSDB), tem 50% de chances de se tornar prefeito. Ao mesmo tempo, está pelo “beiço de uma pulga” para assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa. Explico. Gilson iniciou a campanha como segundo suplente de deputado da coligação que disputou as eleições de 2014. A fila andou dia 2 de outubro. O primeiro suplente, Dilador (PSDB), foi eleito prefeito de Araçatuba. Não há mais ninguém na frente de Gilson. Ele será o próximo convocado para tomar posse, caso alguma vaga seja aberta na Assembleia. Isso está perto de acontecer.
O deputado Luiz Fernando (PSDB) é candidato a prefeito em Jundiaí. Ele venceu o primeiro turno com 94.388 votos, 47% dos válidos. O adversário dele no segundo turno será Pedro Bigardi (PSD), que recebeu 53.576 votos, 26,6%. Se Luiz Fernando confirmar o favoritismo, terá de renunciar ao cargo de deputado para assumir o de prefeito. Pronto, a vaga de Gilson estará aberta.
Mesmo que Bigardi consiga uma improvável virada, Gilson terá nova chance. O também deputado Orlando Morando (PSDB) é candidato a prefeito em São Bernardo do Campo. Ele fez, no primeiro turno, 169.310 votos, 45%, contra 106.726, 28%, de Alex Manente (PPS). Se Morando repetir o desempenho do último domingo e ganhar, Gilson comprará o terno para a posse.
TROCA-TROCA NA CÂMARA: Sai Laercinho (PMDB) entra Arroizinho (PMDB).
VAI ENTENDER CABEÇA DE ELEITOR: João Tadeu Jorge Junior (PSC) é vereador em Miguelópolis. Acusado de integrar organização criminosa, por corrupção e fraude em licitação, era procurado pela Justiça. Na semana passada, conseguiu um habeas corpus para não ser preso. Disputou as eleições domingo e, pasmem, foi reeleito. Sabe onde ele está hoje? No CDP de Franca! Foi preso terça-feira à noite.
BOLA NO ARO: O ex-jogador de basquete Chuí foi o grande injustiçado das eleições em Franca. Recebeu 2.797 votos para vereador e não conseguiu vaga por causa do tal “quociente eleitoral e partidário”. Sete candidatos eleitos foram menos votados do que ele. Fazendo trocadilho com o nome do partido, minha “solidariedade”, Chuí.
O INJUSTIÇADO II: Zezinho Cabeleireiro (PPS) também foi vítima do mesmo quociente. Ele teve mais votos do que seis eleitos e a mesma quantidade, 2.749, que Pastor Otávio (PTB), que conseguiu entrar.
BANCADA DO MICROFONE: A próxima legislatura da Câmara terá dois comunicadores: o jornalista Corrêa Neves Júnior (PSD) e o radialista Tony Hill (PSDB).
ROLO DOS GRANDES: O TRE julgará amanhã recurso de Zé Dito (PSDB), candidato a prefeito de São José da Bela Vista. Ele foi o mais votado domingo, mas não levou porque teve a candidatura barrada pela Justiça. Problema com o “estado de conservação da ficha”. Se Zé Dito não conseguir reverter a situação, novas eleições serão convocadas. Até lá, o presidente da Câmara deve assumir.
MARÉ DE AZAR: A fase não é das melhores para um vereador de Franca. No domingo, não conseguiu a reeleição. Ontem, teve o nome protestado. Segundo o cartório, ele não foi encontrado ou se recusou a receber a intimação.
NOITE DE GALA: O colunista Well, do Diário da Franca, realiza nesta noite, no Teatro Municipal, a badalada festa Prêmio Imprensa 2016. Sou homenageado como colunista político. Bora comprar o terno.
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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