Os petistas esperavam um desempenho ruim nas eleições do último domingo. Mas o desastre superou as mais pessimistas previsões. O partido foi varrido da região de Franca. A cidade mais próxima onde um candidato a prefeito do PT ganhou é Araraquara, que fica a 175 quilômetros de distância. O partido também não terá nenhum representante na Câmara de Franca. A explicação, sem dúvida, passa pelos reflexos da operação Lava Jato, que atingiu em cheio o partido, e pelo impeachment de Dilma Rousseff. Ao mesmo tempo em que desapareceu, o PT assistiu ao arquirrival PSDB levar dez Prefeituras.
O problema enfrentado pelo PT começou antes mesmo da eleição, uma vez que havia poucos candidatos pela legenda. Na região, apenas dois candidatos petistas disputaram as eleições municipais. Em Ribeirão Corrente, o atual prefeito Airton Montanher foi derrotado por Miguel (PSDB). Gilmar Dominici foi o quarto colocado em Franca. Ele recebeu apenas 6.638 votos para prefeito, quase o mesmo que Kaká (PSDB) e Corrêa Neves Júnior (PSD) levaram para vereador. Em Patrocínio Paulista, Marcos Ferreira abriu mão de concorrer à reeleição e o partido não lançou candidato.
O mau desempenho do PT em Franca e região é uma repetição da derrocada do partido no País. Em 2012, a legenda elegeu 630 prefeituras. Agora, de terceiro partido com mais cidades sob a sua gestão, tornou-se o 10º. Nas capitais, os petistas só ganharam em Rio Branco, no Acre. Nos 645 municípios de São Paulo, o PT elegeu apenas oito prefeitos. No máximo, chegará a 10: ainda está na disputa no segundo turno em Mauá e em Santo André. “Foi uma avalanche o que aconteceu. Lógico, a gente respeita o resultado das urnas e, agora, temos que reunir o partido e traçar as estratégias mais adequadas para reconstruir tudo isto”, avaliou Gilson Pelizaro, vice-coordenador regional do PT.
Pelizaro foi o candidato a vereador mais votado pelo PT em Franca. Ele recebeu 1.897 votos, desempenho que o deixou na 21ª colocação e longe de uma vaga na Câmara. A estimativa dele era receber entre 2,5 mil e 3 mil votos. Em cidades onde, historicamente, o partido fazia vereador, como São Carlos, São Joaquim da Barra e Jaboticabal, os petistas passaram em branco desta vez. “Eu fui o petista mais votado na macrorregião de Ribeirão Preto, que é formada por 84 cidades. Os eleitores vincularam os candidatos ao partido. Mesmo quem não tinha problema nenhum, como é o meu caso, foi afetado. Além da questão nacional, a situação jurídica de Gilmar puxou a legenda para baixo e causou um dano para a chapa de vereadores”, disse Pelizaro.
Para não dizer que o PT não ganhou nada na região nas eleições de domingo, o partido fez a vice-prefeita de Itirapuã, Consuelita.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.