A esperança de ganhar as eleições ou ao menos chegar ao segundo turno se transformou em decepção para quatro candidatos a prefeito de Franca tão logo as urnas foram abertas e os votos começaram a ser apurados.
Em sua primeira experiência na política, Flávia Lancha (PMDB) foi a terceira colocada na disputa ao receber 28.609 votos. Ela disse que a falta de tempo para se apresentar e mostrar suas propostas aos eleitores foi decisiva para tirá-la da disputa. “Faltou mais uma semana de campanha para consolidar nossa ida para o segundo turno. Eu era desconhecida. No começo, aparecia com 3% de intenção de votos, fui crescendo e quase cheguei. Por isto, considero que saio vitoriosa, independentemente, do resultado das urnas”, disse ela, que alcançou 18,46% dos votos.
Flávia disse ter lamentado apenas pelo pai, José Lancha Filho, que sonhava em ver a filha se tornar prefeita como ele foi um dia. Ela contou que tomou gosto pela política e que deverá participar de futuras disputas. “Foi muito engrandecedor participar da campanha. Aprendi muito. Espero ter uma participação política mais ativa a partir de agora”. A empresária vai tirar uma semana de férias. Na próxima semana, decidirá qual será o seu posicionamento no segundo turno.
O candidato do PT, Gilmar Dominici, que recebeu 6.638 votos, fez uma avaliação serena de seu desempenho nas eleições. Disse que a situação nacional do partido e o indeferimento do seu registro de candidatura puxaram para baixo a sua votação. “Na média, o percentual de votos que eu obtive foi semelhante ao que a maioria dos candidatos do PT recebeu no Estado. Além da questão política, outro problema foi o entrave jurídico. Perdi muito voto por causa disto”, disse.
Dominici afirmou que, pessoalmente, sai satisfeito da campanha. “Cumpri o papel de defender o meu legado como prefeito. Sempre fui muito bem recebido nos lugares em que estive. Fomos elogiados pelo nosso plano de governo, pela nossa propaganda e pela participação nos debates. Só lamento o fato do partido não ter conseguido fazer um vereador”. O PT ainda decidirá se apóia Gilson de Souza ou se ficará neutro no segundo turno. “Apoiar o Sidnei está fora de cogitação”, concluiu.
Thiago Rodrigues, candidato do PSol, disse que ficou surpreso com os 2.773 votos que recebeu. “Para ser sincero, não esperava tudo isto, não. Na minha opinião, foi uma votação expressiva, levando-se em consideração as dificuldades que encontramos para sobreviver à campanha. O desafio foi maior do que nas eleições anteriores e conseguimos aumentar a votação. Por isto, acredito que o saldo foi positivo e que saio fortalecido”. O partido decidirá até o fim da semana o posicionamento no 2º turno.
Quarto colocado na disputa ao receber 18.755 votos, Ubiali (PSB) não retornou às ligações feitas em seu celular para comentar o seu desempenho nas eleições.
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