Um pico de contratações nos segmentos de seguros não vida e administração pública impulsionaram a criação de empregos no setor de Serviços, colocando Franca na contramão do cenário nacional com saldo positivo na geração de empregos na área. De acordo com o professor e pesquisador do Ceper/Fundace (Centro de Pesquisa em Economia Regional e Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração), Sérgio Sakurai, o desempenho ainda deve ser encarado como um fator atípico e não como indício de recuperação econômica.
“Temos de observar o quadro como um todo. Se olharmos apenas a coluna de contratações de julho de 2016, teremos a falsa sensação de recuperação, porque ela aponta um saldo positivo de 188 vagas. Acontece que, no acumulado dos últimos 12 meses, temos um déficit de 3.486 vagas”, afirmou. “Com certeza esse aumento na área de serviço se deve a um volume grande de contratações de alguma grande empresa, bem como do poder público, e não, necessariamente, de uma retomada do setor.”
Em 2014, o Grupo BB Mapfre, que atua justamente no segmento de seguros não vida, anunciou um investimento de R$ 16 milhões na abertura de seu call center e a contratação de até mil funcionários. Entre 2015 e 2016, foi anunciada a abertura de 550 vagas, o que impactou esse resultado positivo de Franca na geração de vagas em Serviço.
Para Sakurai, a única conclusão a ser tomada, no momento, é a de que a economia está desacelerando sua queda, fase prévia para o início de retomada.
“Alguns setores da economia chegaram ao fundo do poço, o que de certa forma é bom. porque significa que não vão piorar. Assim que forem estabilizados, é o momento de impulsionar a subida”, afirmou Sakurai. “Mas é provável que neste último semestre, com o aquecimento do Natal, as coisas devem começar a melhorar.”
Outros setores
De acordo com boletim do Ceper/Fundace, baseado nos dados de julho de 2016 do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o mercado de trabalho ainda apresenta baixo desempenho na criação de vagas. Nacionalmente, apenas a agropecuária conseguiu criar emprego em virtude do cultivo de lavouras temporárias.
“Na Região Administrativa de Ribeirão Preto e no município de Ribeirão Preto, o comércio criou postos de trabalho nos segmentos de produtos alimentícios, principalmente supermercados e hipermercados”, apontou a assessoria da Ceper/Fundace.
Ainda de acordo com as instituições, os principais segmentos associados a vestuário e calçados sofreram com a queda no comércio.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.