O poder da fé


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Neste domingo, a Palavra de Deus nos recorda que sem fé, nada podemos e nada somos. E a fé que nos move.
 
Primeira Leitura: Habacuc 1: Habacuc vive aproximamente 600 anos antes de Cristo. O poder político está nas mãos de Joaquim, um rei que gosta do luxo, das festas, dos grandes palácios, mas que não tem competência para governar. Contra ele Jeremias profere palavras terríveis. A situação, portanto, é muito difícil o povo desesperado dirige-se ao profeta Habacuc e lhe diz: Consulta por nós o Senhor. Queremos saber o que devemos fazer porque assim como está não conseguimos levar adiante a nossa vida.
Naquela mesma noite Habacuc fala com Deus. Ele tem a coragem de dizer a Deus que não concorda com ele, que não entende a sua tolerância em relação aos malvados. A segunda parte da leitura (Hab2,2-4) contém as palavra do Senhor. Começa pedindo a Habacuc que anote, que escreva aquilo que está para lhe dizer. Em seguida faz uma promessa: a curto prazo não acontecerá nada, não haverá mudanças imediatas. Deverá se passar um certo tempo antes que chegue a libertação.
A resposta de Deus é sempre a mesma. “Continua acreditando!”  Não abandones o caminho da justiça, não te deixes iludir pelas lisonjas dos ímpios, não sigas os seus caminhos! A oração não provoca mudanças em Deus, mas permite que o homem descubra sua pobreza, seus limites. Embora não estejamos em condições de entender, de ver, de verificar os caminhos através dos quais passa a sua salvação, temos certeza de que ele está executando seu projeto.
 
Segunda Leitura: II Carta a Timóteo 1: A segunda Carta a Timóteo é endereçada sobretudo àqueles que, na comunidade cristã, exercem o ministério da presidência. O impulso interior que nos impele a servir os irmãos da comunidade é como um fogo, e nós sabemos que o  fogo aos poucos se apaga, se não for alimentado. A cada dia o cristão deve reavivar o amor que, no dia do seu batismo, foi aceso nele pelo Espírito.
Na segunda parte da leitura Paulo insiste que o presidente da comunidade esteja vigilante para que não sejam introduzidas doutrinas errôneas. A fé cristã é sempre a mesma: não se pode mudar uma só palavra da Escritura, isto é verdade. Entretanto, a nossa compreensão da mensagem do Mestre está bem longe de ser perfeita.
 
Evangelho: Lucas 17: A primeira parte do evangelho começa com um pedido dos apóstolos que pedem ao Senhor que lhes aumente a fé. Os apóstolos pedem ao Senhor que lhes conceda mais firmezas na decisão de segui-lo. Jesus em vez de atende-los começa a descrever as maravilhas que a fé pode produzir.
A fé consegue realizar aquilo que aos olhos dos homens parece impossível. Nunca se ouviu dizer que uma árvore tenha conseguido crescer com as raízes fincadas no mar. A fé, entretanto, consegue até isso. Quem duvida que a fé conseguirá remover todas as montanhas e desarraigar todos os sicômoros não é cristão.
Também a segunda parte do Evangelho desperta alguma perplexidade. Depois de uma dura jornada de trabalho sob um sol escaldante, um empregado chega em casa esgotado. O patrão lhe diz depressa! Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto como e bebo, e depois disso também tu comerás e beberás.
A parábola de hoje quer eliminar a “religião dos merecimentos”. Mesmo quando fez tudo o que lhe foi ordenado, o homem deve repetir: “sou um servo, inútil; só cumpri com o meu dever”. Não é um apelo para desprezar as boas obras, mas para reconhecer que também elas são um dom gratuito de Deus.
 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral, vigário geral – segantin@comerciodafranca.com.br 

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