Falta de médicos será o grande desafio do novo prefeito


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Espera no Pronto-socorro ‘Álvaro Azzuz’: quem assumir a Prefeitura agora em janeiro terá de lidar com a falta de médicos
Espera no Pronto-socorro ‘Álvaro Azzuz’: quem assumir a Prefeitura agora em janeiro terá de lidar com a falta de médicos
Desde a década de 90, um problema vem desafiando as administrações da cidade: a falta de médicos na rede pública municipal, em especial nos prontos-socorros. A situação se agravou ainda mais no início de 2014, quando o governo Alexandre Ferreira (PSDB) se viu obrigado a assinar um acordo com o Ministério Público para diminuir as horas extras feitas pelos profissionais. Com isso, Ferreira resolveu contratar um instituto para gerenciar a mão-de-obra médica nos prontos-socorros. Foi um desastre. O ICV (Instituto Ciências da Vida) contratou falsos médicos e ainda é acusado de fraudar fichas de atendimento. Até a Justiça do Trabalho proibiu a Prefeitura de contratar médicos por meio de empresas terceirizadas. Os prontos-socorros só não foram desativados por falta de médico porque a Prefeitura conseguiu suspender os efeitos da decisão, mas o processo judicial continua. 
 
Quem assumir a Prefeitura agora em janeiro terá de lidar com esta dificuldade. Para o ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB) não há outra solução que não descumprir a ordem judicial. “Não tem jeito. Temos que garantir o atendimento à população. Não posso desassistir os prontos-socorros. Se quiserem me processar, que processem.”
 
O também ex-prefeito Gilmar Dominici (PT) foi um pouco mais comedido. Disse que, se eleito, terá de ir à Justiça para tentar reverter a decisão. “Nós também vamos à Justiça para que eles entendam que a saúde da população está em primeiro lugar. Vamos pedir autorização para fazer as contratações que forem necessárias.”
 
O professor Thiago Rodrigues (PSOL) quer reestruturar todo o sistema de atendimento da Saúde de forma a dar mais atenção ao atendimento primário e preventivo, feito nas UBSs e pelo Programa Saúde da Família. A ideia é fazer com que a população não tenha necessidade de procurar os prontos-socorros. Thiago quer instalar pelo menos mais 30 núcleos do programa e também pretende ampliar as equipes que trabalham em cada um desses núcleos, colocando psicólogo, ginecologista e pediatra. Ele só não conseguiu deixar claro de onde virá o dinheiro para implantar essas melhorias, uma vez que a saúde é uma das pastas que mais consomem recursos do baixo orçamento municipal. 
 
A empresária Flávia Lancha (PMDB) quer também melhorar o atendimento nas UBSs. Ela propôs a criação de uma equipe volante que seria responsável por desafogar a fila de espera nos postos da cidade. A equipe formada por dois médicos e enfermeiros trabalharia como um reforço nos locais em que a Prefeitura detectar a necessidade de agilizar o atendimento. O dinheiro, segundo ela, existe. “Dinheiro existe o que falta é gestão. Quero fazer uma auditoria na secretaria de Saúde e ver para onde está indo”. 
 
O ex-deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB) disse que pretende contratar mais médicos. Ele quer elevar o orçamento da Prefeitura para assim poder investir mais recursos na contratação de pessoal. Ele também defende um salário mais justo aos médicos e a instalação de pronto-atendimento nas UBSs.
 
O ex-deputado estadual Gilson de Souza (DEM) quer transformar o Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” em um hospital dia e implantar lá o sistema de atendimento que funciona atualmente no AME (Ambulatório Médico de Especialidades). Como hospital-dia, o Pronto-socorro poderia realizar cirurgias eletivas. Gilson ainda defende a construção de um novo hospital municipal, orçado em R$ 136 milhões e mais R$ 30 milhões mensais para custeio, valores muito altos para um orçamento de pouco mais de R$ 700 milhões como o de Franca. 
 
 

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