Estado confirma fuga em massa de 470 presos


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O CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Jardinópolis foi tomado por um motim de presos. Na última quinta, 470 detentos escaparam da unidade prisional, de acordo com o governo do Estado
O CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Jardinópolis foi tomado por um motim de presos. Na última quinta, 470 detentos escaparam da unidade prisional, de acordo com o governo do Estado
Trinta e duas horas depois do motim e fuga em massa de presos do CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Jardinópolis, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) confirmou que 470 detentos fugiram da unidade prisional.
 
Os detentos fugiram após um motim, às 9 horas de quinta-feira, durante revista de rotina. Eles atearam fogo na oficina de marcenaria e as chamas se espalharam por um pavilhão. Desde que os presos arrebentaram as grades e fugiram pela rodovia Cândido Portinari, que liga Franca a Ribeirão Preto, policiais militares iniciaram uma caçada em lavouras de cana-de-açúcar, matas e até no rio Pardo.
 
De acordo com a SAP (Secretaria de Estado da Administração Penitenciária), foram recapturados até a tarde de ontem 338 detentos. Ao longo de toda a quinta-feira, os presos que não escaparam foram submetidos a uma revista na unidade prisional e colocados em outras alas. Os que fugiram foram transferidos para outros locais. O CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca recebeu alguns dos detentos recapturados.
 
Segundo a secretaria, os presos foram recapturados graças a uma cooperação entre a SAP e as polícias Civil e Militar. A secretaria informou ainda que os presos que fugiram perderão o direito ao regime semiaberto, regredindo ao fechado. 
 
Mortes
Duas mortes ocorridas na fuga já estão sob investigação. O corpo de um preso, cujo nome não foi revelado, foi achado carbonizado num canavial, enquanto um pescador relatou à polícia que outro detento teria se afogado ao tentar fugir pelo rio.
 
Ainda conforme a secretaria, não havia motivo para o motim, “salvo o descontentamento com a revista rotineira que foi realizada, cujo objetivo é a apreensão de celulares, drogas e outros objetos proibidos”. A Polícia Militar que atua na área informou que as buscas por outros fugitivos continuam. 
 
Superlotação
A capacidade do Centro, inaugurado em 2013, é para 1.080 detentos, mas a população carcerária é de 1.861 presos. Desse total, 1.602 trabalham dentro e fora do presídio e 662 estudam no ensino regular ou profissionalizante. Por ser um CPP, segundo a SAP, o local só era cercado com as grades e alambrados e não conta com vigilância armada.
 

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