Barrado pode ganhar e não levar


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Valéria Marson, o senador José Aníbal, Sidnei Rocha e o secretário Arnaldo Jardim, em campanha ontem no Centro
Valéria Marson, o senador José Aníbal, Sidnei Rocha e o secretário Arnaldo Jardim, em campanha ontem no Centro
Recursos pendentes na Justiça Eleitoral de candidatos barrados por serem ficha suja podem fazer com que as eleições não terminem amanhã. Quem ganhar nas urnas pode não levar. O rolo é grande. A polêmica também promete ser. Os candidatos que tiveram o registro de candidatura indeferido e aguardam julgamento de recurso terão seus votos considerados como nulos na totalização dos resultados. Assim, embora estejam registrados e constem do banco de dados da Justiça, os votos atribuídos a eles não aparecem na divulgação geral dos resultados. Os números serão disponibilizados aos interessados no sistema de acompanhamento de resultado de eleições, o Divulga, em tela específica. Segundo o TRE, após o julgamento dos recursos, caso haja mudança na situação do candidato, os votos serão validados e ocorrerá a retotalização dos resultados da eleição, o que poderá causar alteração nos dados já divulgados.
 
Zé Dito (PSDB), São José da Bela Vista, Doutor Wellington (PSDB), Restinga, Paulo Pitt (PSB), Restinga, e Alexandre Borges (PSD), Jeriquara, foram impedidos e recursaram. Se ganharem as eleições e conseguirem reverter a decisão no TSE, tomam posse. “Se continuarem barrados, novas eleições serão convocadas ou o presidente da Câmara assumirá”, disse o advogado Denílson Carvalho. 
 
No caso de Franca, a confusão promete ser maior. Gilmar Dominici (PT) foi vetado pelo TRE e recorreu ao TSE. Os votos dele podem ser o fiel da balança. Se permanecerem anulados, em tese, reduzem as chances de eventual segundo turno. Mas, se forem validados ao fim do processo, podem mudar o quadro. O problema é que não há uma previsão para o julgamento em última instância. “Neste caso, há entendimentos divergentes e não é possível afirmar o que pode acontecer”.
 
Tropa de choque: O senador José Aníbal (PSDB) e o secretário da Agricultura, Arnaldo Jardim (PPS), vieram a Franca pedir votos para Sidnei Rocha (PSDB) ontem. Caminharam no Centro e tomaram café no GCN.
 
Ainda bem que não eram nudes: Sidnei Rocha está longe de ser um especialista em tecnologia. Ontem, estava mexendo no celular e criou,  sem querer,  um grupo no Whatsapp com todos os seus contatos. “Como já fiz,  domingo mando uma mensagem para todos. Bjs”. Dona Diva zoou o marido. “Tá fazendo experiência?” Horas depois, o grupo foi removido.
 
 
Edson Arantes 
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
 

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