Miss Brasil reúne o maior número de negras de sua história


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É a primeira vez na história que há seis candidatas negras, o maior número já registrado na disputa
É a primeira vez na história que há seis candidatas negras, o maior número já registrado na disputa
O concurso Miss Brasil 2016 acontece neste sábado (1), no Citibank Hall, em São Paulo. A cerimônia, que será transmitida às 22h20, pela TV Bandeirantes, terá um brilho especial: é a primeira vez na história que há seis candidatas negras, o maior número já registrado na disputa. A miss São Paulo, Sabrina Paiva, de Caconde (a 288 km de SP), está entre elas. Há 30 anos, o país não elege uma miss negra. A primeira e única foi Deise Nunes, em 1986.
 
"A organização do concurso lançou um novo significado para a posição de uma miss, que precisa representar, ser uma influenciadora. Isso atraiu mais meninas como a Sabrina, a primeira negra eleita neste ano. O discurso dela defende essa representatividade e abriu portas a outras candidatas que decidiram participar dos concursos estaduais", explica Karina Ades, diretora do Miss Brasil.
 
Francisca Rodrigues, pró-reitora da Universidade Zumbi dos Palmares, explica que, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) feito em 2010, 53% da população brasileira declarou ser negra, o que torna natural a presença de tantas mulheres negras entre as misses. "A autoestima da mulher negra aumentou nos últimos tempos. Elas passaram a confiar no poder de sua beleza e cada vez mais se inscrevem em concursos como esse."
 
PROVAS
Com apresentação de Dani Suzuki e Cássio Reis, o concurso Miss Brasil 2016 terá desfiles e algumas provas. "São quatro momentos de classificação. O desfile casual, o de maiô, o de biquíni e o de gala. A quinta etapa é a das perguntas, quando a gente pode saber como elas pensam. Nas provas, elas precisam mostrar que sabem se maquiar, montar um "look" em 30 segundos e posar para um ensaio de fotos", explica Karina. O concurso ainda conta com atrações musicais, como a cantora Paula Lima -que também é jurada na disputa- e Dom Paulinho Lima. "Convidei o Dom Paulinho, porque buscava alguém que fizesse uma boa versão da música "Dancing Days", das Frenéticas, já que os anos 1980 são tendência no universo da moda. É interessante também que a Paula Lima tem no repertório uma música chamada "Fiu Fiu", que fala que a mulher pode ser admirada, mas com respeito. Esse é um tema relevante e que defendemos no concurso", define Karina.

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