O CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Jardinópolis (SP) foi palco de uma rebelião e fuga em massa nas primeiras horas dessa quinta-feira. Diversos presos organizaram um motim durante a revista de rotina e atearam fogo na oficina de marcenaria. Eles ainda derrubaram uma grade de quatro metros de altura e fugiram a pé pela rodovia Cândido Portinari, que liga Franca a Ribeirão Preto.
Enquanto eles corriam em meio às lavouras de cana-de-açúcar e matas existentes no entorno da prisão, policiais militares e um grupo de intervenção da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) percorriam as plantações em busca dos presos. O motim fez a rodovia ficar interditada por quase uma hora. Não houve relato de reféns, segundo a SAP.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o fogo no pavilhão da carceragem e nos canaviais da região e o helicóptero Águia da PM foi usado na busca aos foragidos. Presos que não fugiram hastearam lençóis nas grades, acompanhados à distância por familiares que estiveram no local.
Presos
Embora a secretaria não tenha divulgado o número exato de fugitivos, policiais militares e civis que trabalharam na recaptura até a noite de ontem afirmaram que foram quase 350. Desses, de acordo com a secretaria, 295 foram recapturados e encaminhados a unidades penais da região. Dois morreram, sendo um afogado no rio Pardo e outro carbonizado em um canavial das imediações. Vários foram transferidos para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca. Por segurança, os nomes e a quantidade de detentos que estão na cidade desde o final da noite de ontem não foram divulgados.
Resposta
Em nota, a assessoria de imprensa da SAP disse que instaurou sindicância para apurar a rebelião no CPP e que não havia vigilância armada. “Não há nenhum motivo para que os presos realizassem o motim, salvo o descontentamento com a revista rotineira. Por se tratar de unidade penal de regime semiaberto, de acordo com a legislação brasileira, o CPP não conta com vigilância armada, a exemplo do que acontece nos presídios de regime fechado”, informou o órgão.
Inaugurado em 2013, o Centro de Progressão Penitenciária de Jardinópolis tem capacidade para 1.080 presos em regime semiaberto e, até ontem, abrigava 1.864 detidos.
com informações da Folhapress
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