Morreu aos 20 minutos do dia 28 de setembro, no Hospital São Joaquim/Unimed, a professora de ensino fundamental e economista Ângela Maria Spereta Bertanha, aos 56 anos. Por oito anos, lutou contra câncer. O tratamento, realizado através do Hospital do Servidor Público, aconteceu no A.C. Camargo Cancer Center, da capital paulista. ’Era um dos únicos centros de tratamento referencial para o câncer específico que minha mulher portava. Por oito anos, viajamos em busca de conforto para ela, e o fizemos escorados na fé em Deus que sempre norteou nossa vida. Ele nos concedeu que ela permanecesse com a gente por todo este tempo. Esta semana, finalmente descansou’, disse Célio, seu marido.
Conheceram-se no Coleginho ’Jesus Maria José’. ’Eu levava minha irmã Carmem Ângela às aulas de magistério daquela escola. Amiga dela, Ângela também fazia o mesmo curso. Conhecemo-nos e nunca mais nos deixamos. Tivemos 29 anos de casamento feliz e responsável. Faríamos 30 em janeiro de 2017’, disse Célio. Do enlace, duas filhas, Camila, formada em Farmácia pela Unifran e terminando doutorado com base em pesquisa que está construindo na Nova Zelândia; e Maísa, enge-nheira de Biosistemas formada pela Universidade de São Paulo, campus de Pirassununga (SP). Ambas deixaram suas atividades por alguns meses, para ampararem a mãe.
’Ângela se orgulhava profundamente da formação das filhas e não podia ser diferente. Professora vocacionada, estimulou nossas meninas a se dedicarem ao estudo e as viu formadas, prontas para a vida. Atuou por quase vinte anos na educação, primeiro na escola ‘Nenê Lourenço’, de Ribeirão Corrente, onde residimos por um tempo. Depois, em Franca, trabalhou na Escola Estadual Professora ’Josephina Zinni Almada’. Aprovada em concurso público municipal, tornou-se funcionária de carreira e atuou na Escola Municipal ’Anor Ravagnani’ até a aposentadoria, já com sua saúde abalada. Era, também, economista pela Uni-Facef’, contou Célio.
Ângela era filha de Luiz Spereta Neto e de Luiza Lombardi Spereta — ele, integrante da família que deu origem ao bairro São Joaquim, de Franca, e doou espaços para a construção do Hospital São Joaquim e da praça central do bairro, onde está a igreja de Santa Luzia, erguida também com a participação da família. ’Não à toa, Ângela tinha orgulho da dedicação de sua família a causas públicas’, disse Célio.
O casal participou por décadas, da vida daquela comunidade religiosa. Ângela foi coordenadora de catequese, e ambos, Ministros da Eucaristia, além de dirigentes da Pastoral de Batismo. Nas tradicionais quermesses de dezembro da paróquia, conduziam a Barraca da Batata Recheada. Deixa grande número de amizades que conquistou praticando res-peito ao próximo, vocação ao ensino, docilidade de trato e humanidade com a qual sempre se pode contar.
’Adorava viajar. Ao final de 2015, fizemos nossa última viagem. Fomos a Salvador, Bahia. Guardo no coração tudo de bom e de felicidade que tivemos. Nada apagará nossas lembranças, a harmonia que construímos, o amor que vivemos. Este ano, aniversário dela em 9 de julho, preparamos festa de comemoração sem que ela soubesse. No dia, familiares e amigos presentes, ela, surpresa, brincou muito com a gente. Foi inesquecível’, recordou-se Célio.
Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado dia 28, 16 horas, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras.
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