O GCN foi palco do último confronto entre os candidatos que disputam a Prefeitura de Franca nestas eleições. Dos seis, apenas Sidnei Rocha (PSDB) não compareceu. Sua assessoria justificou que não concorda com o atual modelo de debates no Brasil e que portanto ele não viria. Todos os outros cinco candidatos participaram. Diferente dos debates anteriores, em que as críticas a Sidnei prevaleceram, ontem, os candidatos preferiram discutir suas propostas para os principais problemas da cidade. Em tom respeitoso, todos puderam expor seus planos para governar Franca pelos próximos quatro anos. A estratégia adotada foi aproveitar o tempo (foram duas horas e meia de debate) para convencer os eleitores a votarem em suas candidatura e levar a eleição ao 2º turno.
Primeiro bloco
No primeiro bloco, em que os candidatos fizeram suas considerações iniciais, a maioria deles apontou a Saúde como o maior desafio da cidade. Flávia Lancha (PMDB) disse que deve fazer uma auditoria na pasta para verificar se todos os atuais cargos comissionados são necessários. Também disse que vai reformular a Casa do Diabético e apoiará o Hospital “Allan Kardec”.
Como já é costume, Gilson de Souza (DEM) defendeu a ideia de construir um hospital em Franca. “Suzano acaba de ganhar o seu. Por que Franca não pode ter um hospital também? Eu vou fazer. Podem acreditar”.
Ubiali, além da Saúde, também apontou como prioridade o setor de habitação, que para ele está abandonado. “Há anos Franca não tem um programa para ajudar as famílias a ter uma casa própria.” Ele disse que se for eleito vai doar lotes e ajudar as famílias a comprar material de construção.
Thiago Rodrigues (PSol) e Gilmar Dominici (PT) disseram que o grande problema de Franca é o modelo de gestão. Thiago defendeu uma maior participação popular e Gilmar quer melhorar a eficiência. “Se conseguirmos fazer com que o que já existe funcione adequadamente, já estaremos melhorando e muito a cidade”, disse Gilmar.
Segundo bloco
No segundo bloco, os candidatos perguntaram entre si baseados em temas sorteados. Sem a presença de Sidnei Rocha, Ubiali foi duro nas críticas. Ao ser questionado sobre o fato de três vereadores de seu partido terem sido contra a cassação do mandato do atual prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), disse que pessoalmente era favorável à cassação e acusou Sidnei de ser o responsável pelo mau desempenho de Alexandre no comando da cidade. “Não há diferença entre o Sidnei e o Alexandre. Os dois têm a mesma habilidade de mentir. O Alexandre foi uma farsa que o Sidnei montou”, disse. Também no segundo bloco, ao comentar a resposta de Flávia Lancha sobre as inovações que ela pretende implantar em Franca, Gilson de Souza prometeu lançar uma nova festa na cidade: a Coisas do Brasil. “A ideia é divulgar para todos o que Franca tem de melhor”.
Terceiro bloco
No terceiro bloco, os candidatos responderam aos questionamentos enviados por internautas e ouvintes que puderam participar ao vivo do debate. Cada um dos cinco presentes respondeu a duas perguntas. Os temas foram os mais variados, indo de combate à corrupção até opções de lazer para os jovens.
Quarto bloco
No quarto bloco, com candidato perguntando para candidato com tema livre, o clima esquentou entre Gilson de Souza e Ubiali. O médico questionou Gilson sobre o desempenho da Francana durante a gestão dele como presidente. “Queria saber como o senhor vê o fato de sob sua gestão o time da Francana ter sido rebaixado e quais são seus projetos para a retomada do futebol?”, questionou. Gilson rebateu. “O senhor não vai assistir os jogos e por isso se enganou. A Francana não caiu sob minha gestão. Pelo contrário, ela foi vice-campeã.” E provocou: “Queria que o senhor que gosta tanto de falar sobre saúde me respondesse quantos leitos tem a Santa Casa?”. Ubiali não respondeu e começou a falar sobre a necessidade de melhorar o atendimento na Saúde. Gilson nem esperou sua vez de falar. Enquanto Ubiali ainda respondia, ele interrompeu: “O senhor não responde. Eu quero que responda: quantos leitos tem a Santa Casa?”. Ubiali ignorou e continuou falando sobre o atendimento na Saúde.
Em seguida, foi a vez de Flávia Lancha atacar. Ela alfinetou Gilson ao questionar Ubiali sobre o que ele pensa de Gilson estar prestes a assumir uma vaga na Assembleia Legislativa em São Paulo, já que com as eleições municipais ele deve ser convocado para assumir uma cadeira. “Ubiali, o que o senhor pensa do fato de Gilson de Souza ter grandes chances de ir para São Paulo. Não seria bom Franca ter dois deputados estaduais?”.
Ubiali entrou no jogo. “Acho que o Gilson tinha que continuar sendo deputado. Ele ajudou muito a cidade. Acredito que ele deveria voltar para a Assembleia”. Gilson chegou a pedir direito de resposta, mas como não houve ofensa ou atribuição de crime ao candidato, o pedido foi negado.
Quinto bloco
Ao final do debate, cada um dos cinco participantes teve três minutos para fazer suas considerações finais. O único que usou quase metade de seu tempo para falar de Sidnei foi Gilmar Dominici. Ele fez um apelo para que os eleitores não votem no candidato do PSDB. “Ele (o Sidnei) demonstrou total desprezo pelo debate. Ele não promove o diálogo. Foi um péssimo administrador (...) Queria pedir ao eleitor que refletisse sobre isso e pensasse bem em quem vai votar”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.