Prefeitáveis prometem rever tarifa do transporte em Franca


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Franca tem cerca de 340 mil habitantes, sendo que pouco mais de 70 mil usam o transporte coletivo
Franca tem cerca de 340 mil habitantes, sendo que pouco mais de 70 mil usam o transporte coletivo
Alguns temas pautaram as campanhas eleitorais dos candidatos a prefeito. Problemas que a cidade enfrentou nos últimos anos voltaram à pauta de discussões, em especial nas sabatinas e debates realizados pelo GCN. O núcleo de política escolheu quatro dos temas mais relevantes e começa nesta quinta-feira uma série de reportagens apresentando um resumo das propostas de cada candidato. A primeira será sobre o valor da tarifa do sistema de transporte público; nos próximos , a fila de espera por vagas nas creches, o corte de vagas de estacionamento no Centro da cidade e a falta de médicos nos prontos-socorros. 
 
Franca tem hoje cerca de 340 mil habitantes. Deste montante, pouco mais de 70 mil usam o transporte coletivo da cidade todos os dias. Apesar de ser bem menor e menos movimentada do que as grandes metrópoles espalhadas pelo Brasil, Franca tem uma das passagens mais caras do país. A passagem de ônibus custa R$ 3,80, mesmo preço praticado em São Paulo e no Rio de Janeiro, o que têm irritado os que depende do transporte público e gerado críticas. Os seis candidatos a prefeito da cidade prometeram que, se eleitos, vão rever as planilhas de custo nas quais se baseia o preço da tarifa. Nem todos falam em redução.
 
Em sua participação na sabatina do GCN, em meados de agosto, o ex-deputado federal Dr. Ubiali (PSB) defendeu que a Prefeitura assuma parte dos custos do sistema de transporte e subsidie com verbas próprias o valor da tarifa. Ele não disse qual seria a redução provocada pelo subsídio nem qual o custo para os cofres municipais. E descartou mexer nas gratuidades já concedidas na cidade. O ex-deputado também quer a modernização da frota de veículos, quer implantar ônibus mais adaptados aos deficientes e não descartou a possibilidade de autorizar o transporte alternativo na cidade por meio de vans.
 
Flávia Lancha (PMDB) disse que se for eleita contratará a Fundação Getúlio Vargas para fazer uma análise da planilha de custos apresentada pela Empresa São José. A ideia é encontrar formas de baixar os custos e assim o valor da tarifa. Flávia também disse que não mexerá nas gratuidades. “Não acho que elas sejam a razão deste preço tão alto de tarifa”. Flávia quer ampliar as linhas bairro a bairro, que, na sua opinião, ainda não são suficientes para atender toda a cidade. “Hoje até existem algumas poucas linhas deste tipo, mas atendem todos os bairros. Não tem lógica um trabalhador do Leporace ter de ir até o Centro para depois ir ao Distrito Industrial se quiser trabalhar. É possível criar uma linha direta entre o Leporace o Distrito”.
 
Thiago Rodrigues (PSol) disse que não só não mexerá nas gratuidades como tem planos de ampliá-las. O candidato quer conceder descontos gradativos a estudantes de baixa renda até que se atinja o passe livre. Thiago também prometeu fazer uma auditoria nos contratos assinados entre a Prefeitura e a Empresa São José. “Uma coisa que a gente já percebeu é que os valores de óleo diesel pagos pela empresa estão bem acima do valor de mercado. Vamos apurar isso”.
 
Gilmar Dominici (PT) e Sidnei Rocha (PSDB) querem uma fiscalização maior da empresa responsável pelo transporte público da cidade. Sidnei, apesar de falar em uma revisão do sistema de transporte, evitou prometer baixar o preço da tarifa. Ao ser questionado pelos jornalistas do GCN durante sua sabatina no dia 30 de agosto, foi categórico: “Não sou nem milagroso nem milagreiro”.
 
Gilmar Dominici, além do aumento da fiscalização, ainda quer a reforma do Terminal Central de ânibus e a construção de um novo Terminal de ânibus na Estação. O ex-prefeito também quer implantar a rede wi-fi em toda a frota. Sobre as gratuidades, Gilmar quer fazer um recadastramento de todos os beneficiários para então estudar se manterá o benefício e como fará para que não haja impacto no valor da tarifa. 
 
Dos seis candidatos a prefeito, Gilson de Souza (DEM) foi o único a falar em valores de forma específica. Segundo ele, é possível, sim, diminuir o preço da passagem na cidade. Ele prometeu que, se for eleito, reduzirá a tarifa para R$ 3 durante a semana e para R$ 1 nos finais de semana. “O que queremos é estimular o uso do transporte público na cidade, aumentando o número de usuários será possível diminuir os valores. Além disso, o sistema é pouco usado aos finais de semana, com esse valor diferenciado também estimularemos a população a aproveitar o transporte coletivo”. 
 
Gilson também disse que não deve mexer na quantidade de gratuidades oferecidas atualmente. 

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