Flávia Lancha defende auditoria na Saúde e aposta que Franca terá segundo turno


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A entrevista com a candidata do PMDB, Flávia Lancha, encerrou a série de sabatinas com os 6 concorrentes à Prefeitura de Franca
A entrevista com a candidata do PMDB, Flávia Lancha, encerrou a série de sabatinas com os 6 concorrentes à Prefeitura de Franca
A candidata à Prefeitura pelo PMDB, Flávia Lancha, encerrou, nesta terça-feira, a série de sabatinas do GCN com os candidatos que disputam o comando da cidade. Pela primeira vez em uma eleição, Flávia veio acompanhada da família. Seu pai e ex-prefeito de Franca, José Lancha Filho, sua mãe Ísis, seu marido Gabriel e seu filho caçula também chamado Gabriel acompanharam a entrevista na platéia. 
 
Ao chegar, por volta das 10 horas, Lancha foi recepcionada ainda na entrada da sede do GCN pela bateria da Escola de Samba Embaixadores da Estação e caiu no samba. Fez questão de agradecer e se disse emocionada. 
 
Na sabatina que durou uma hora, Flávia não fugiu de nenhum assunto. Começou dizendo que, caso seja eleita, pretende governar Franca de forma independente, sem estar diretamente ligada aos interesses de seu partido. “Essa foi uma das condições que impus para aceitar o convite de disputar essa eleição. Estou no PMDB há trezes anos e achei que agora era o momento”.
 
Com relação à Saúde, ela defendeu a realização de uma auditoria nos gastos da pasta. “A Saúde é a pasta que tem o maior investimento da Prefeitura e ainda assim tem problemas. Não é falta de dinheiro. Dinheiro tem. São falhas na gestão. Vamos promover uma auditoria para saber para onde estão indo esses recursos”. 
 
A candidata, ao comentar sobre o problema da falta de médicos nos prontos-socorros e a fila de espera por consultas, disse que deve reformular o modelo de atendimento na cidade. “Quero colocar uma equipe de profissionais volante, que seja deslocada para as unidades que apresentarem problemas. Essa equipe seria formada por dois médicos e duas enfermeiras ou técnicas de enfermagem e seria um reforço para diminuir a espera”. 
 
Realista, Flávia disse que não conseguirá resolver todos os problemas da Saúde da noite para o dia. “Não vou mentir, nem fazer promessas impossíveis. Nos primeiros três, quatro meses, vamos adotar medidas paliativas e só depois de uma auditoria completa poderemos definir a medida mais adequada”. 
 
Sobre a falta de vagas em creches, Flávia acredita que conseguirá equacionar o problema em dois ou três anos. “Temos hoje oito creches em construção. Vou colocar mais dinheiro e terminá-las. Além disso, quero ampliar o atendimento das unidades já existentes em pelo menos 10%. Com isso, diminuiremos a fila e aos pouco iremos desativar o programa Mais Creche, que compra vagas particulares”. 
 
Demonstrando confiança, Flávia Lancha disse que a cidade terá um segundo turno nas eleições para prefeito e que ela estará na disputa. “Estou lutando nesta eleição desde o começo. Tenho acordado antes das 6 horas e passo o dia visitando eleitores e conversando com as pessoas. Cada dia que passa, acredito mais no segundo turno e acredito que meu nome estará lá. Estou com muita fé”, afirmou. 
 
 
CURTAS
 
Ônibus 
Sobre o transporte público, Flávia Lancha afirmou que quer resgatar as linhas bairro a bairro. “Já há algumas poucas linhas funcionando, mas não são suficientes. Quero fazer mais”. Sobre a tarifa, Lancha considerou o valor muito alto e disse que deve contratar a Fundação Getúlio Vargas para elaborar um estudo das planilhas e ver se é possível diminuir os custos e consequentemente o valor cobrado. Ela descartou mexer nas gratuidades já garantidas.
 
Radares 
Questionada sobre pontos problemáticos no trânsito, a candidata afirmou que alterações não poderiam ser feitas de uma vez e que precisaria contar com uma companhia de engenharia de trânsito. Sobre ações para coibir acidentes, ela disse que defende a instalação de novos radares nas avenidas. “Sou favorável, sim”. A candidata também defendeu a criação de campanhas de orientação sobre cuidados no trânsito.
 
Estacionamento 
Flávia disse que se for eleita deve rever os cortes de vagas de estacionamento no Centro da cidade. Segundo ela, não será possível liberar todas outra vez. “Mas pelo menos metade das vagas traremos de volta. O restante, devemos criar bolsões de estacionamento”.
 
Alexandre Ferreira 
Sobre o prefeito Alexandre Ferreira, Flávia disse que faltou postura. “Teve pontos positivos e negativos. Mas deixou muito a desejar. Ele não teve flexibilidade.” Sobre a cassação de Alexandre, que em agosto enfrentou uma votação na Câmara e acabou absolvido, ela afirmou que era favorável ao fim do mandato. “Eu, naquele momento, votaria a favor, mas não sei se isso traria benefícios efetivos à cidade.” 
 
Incompetência 
Ao responder uma questão de internauta, descartou a participação do atual prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) em um eventual governo seu. “Quero pessoas competentes ao meu lado e não acredito na competência dele, infelizmente.”
 
Política 
Flávia foi perguntada sobre o fato de seu nome não ter sido a primeira opção do PMDB, que chegou a anunciar a candidatura do atual vice-prefeito, Fernando Baldochi. Ela disse que só decidiu após uma conversa com o PMDB. “Vou ter liberdade para escolher meu secretariado, sem interferência do partido”, disse. Sua ideia é que os secretários não sejam indicações políticas e sim por qualidade técnica.
 

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