Sérgio Gomes da Silva, conhecido como o Sombra, morreu nesta terça-feira, dia 27, no Hospital Montemagno, em São Paulo. Sombra era um dos acusados de envolvimento na morte de Celso Daniel, ocorrida em 2002.
O advogado de Sombra não soube explicar a causa da morte do cliente. "Estou fora do país e não tenho muita informação. Ele estava doente e faleceu. É tudo o que eu sei", disse Roberto Podval ao site G1. "A causa morte não sei te dizer", contou o advogado.
Segundo o hospital, Sombra estava internado desde o dia 22 de setembro e morreu às 6h30 desta terça-feira, 27. A assessoria do Hospital Montemagno não informou a causa da morte.
Celso Daniel, na época prefeito de Santo André, foi sequestrado pouco depois de um jantar com o empresário conhecido como Sérgio Sombra, na capital paulista. Dois dias depois, o corpo do prefeito foi localizado. Sete pessoas foram acusadas pelo crime, sendo que Sombra era uma delas e seria o mandante do assassinato.
O empresário ainda não havia sido julgado, devido a recursos aos quais recorreu e que seguem em andamento. "A gente anulou o processo. O processo ia recomeçar agora e ele faleceu inocente", diz Podval. Em 2014, devido a divergências entre o Ministério Público e a Polícia Civil (PC), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu pedido de anulação do processo sobre a morte de Celso Daniel. O Ministério apontava que o crime tinha motivação política, enquanto que a PC afirmava que era um crime comum.
Ainda é possível recurso, o chamado "embargo de declaração", que tem a função de esclarecer omissões ou contradições, mas não reverte a decisão.
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