Estamos vivendo um tempo de barbárie. Todos os dias ficamos à frente de fatos que nos deixam preocupados com o futuro, caso nada seja feito para que a sociedade retome a tranquilidade e volte a se sentir segura. Pois agora, vemo-nos ameaçados até dentro de casa por uma selvageria que se dissemina, na maioria das vezes promovida pela marginália que só cresce e para a qual não há uma esperança de freio. Desta vez, a morte de um chefe do tráfico no Rio de Janeiro causou o fechamento de todo o comércio da comunidade do Catete, onde ele agia. O marginal, conhecido como Fat Family, já tinha se tornado notícia ao ser resgatado pelos comparsas de um hospital onde estava internado, sob forte aparato policial. A situação mostra bem como o crime organizado está deixando a sociedade civil à mercê da violência.
Nunca é demais frisar que, enquanto não houver uma contrapartida à altura por parte da Justiça ainda continuaremos acompanhando essa violência desmedida, onde se morre por muito pouco. O brasileiro exige contrapartida das autoridades: quer ver marginais presos, segregados da sociedade, intentando que vidas sejam poupadas nesta verdadeira guerra urbana que se trava nas ruas de todas as cidades do País. Vê-se que o Poder Público se queda diante da força do crime organizado, que manda e desmanda nas comunidades onde domina. É a guerra de Davi contra Golias, com policiais armados com simples pistolas e revólveres contra armamentos pesados privativos da força armada da bandidagem.
A reformulação do Código Penal Brasileiro — que data da década de 1940 (ou seja, com cerca de 70 anos) — se desenrola há alguns anos. Exige-se urgência na sua formulação, pois é preciso colocar um ponto final na frieza e tranquilidade destes marginais sádicos e insensíveis que agem impunemente. Um bom exemplo é o Código de Defesa da Criança e do Adolescente que garante direitos sem exigir quaisquer deveres. Nem a diferença de um dia para a maioridade é capaz de exigir a sua responsabilidade. São estes soldados que o crime organizado atrai. E eles, com certeza, já adultos, continuarão com a mesma índole marginal.
Enquanto defensores destes que se intitulam ‘de menor’ continuarem insensíveis aos anseios da sociedade e ao sofrimento dos familiares e amigos das vítimas, não há nada além de se fazer do que lamentar e torcer para que não sejamos surpreendidos pela criminalidade. É urgente uma mudança de postura, que permita sentenciar com rigor os crimes hediondos, para que tenhamos alguma tranquilidade. Só assim voltaremos a ter certa sensação de segurança.
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