Homem morre com tiro na cabeça e namorada alega 'roleta russa'


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Klezio Ravel Paiva Fuzeta, de 39 anos
Klezio Ravel Paiva Fuzeta, de 39 anos

A morte de Klezio Ravel Paiva Fuzeta, de 39 anos, é investigada pela Polícia Civil.

O caso inicialmente registrado como suicídio agora passa a ser morte a esclarecer. Segundo a versão de Arlene Muniz Elias, de 29 anos, namorada de Klezio, o casal teria discutido e depois saído para beber separadamente. A discussão teria continuado por meio de WhatsApp e quando retornaram para a casa de Klezio, na Coophavilla 2, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, na manhã de sábado, dia 24, ele teria sacado um revólver calibre 22.

Arlene teria dito a Klezio: “Por que você não se mata logo com esta arma?”. Segundo ela, o revólver estava apenas com uma bala e Klezio teria respondido: “Vamos ver quem vai morrer, se não for eu, vai ser você”. Em seguida, ele disparou contra a própria cabeça e morreu. A versão foi informada ao site Campo Grande News por meio de uma pessoa próxima à Arlene, uma vez que a jovem deixou o local do crime presa.

Moradores da região relataram que Arlene saiu desesperada de dentro da casa gritando que não havia atirado no namorado. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas não teve tempo de socorrer o homem. Arlene foi presa e a polícia suspeita da versão dela de que Klezio teria feito uma espécie de "roleta russa". “As circunstâncias apontavam para um caso que não seria suicídio. A prendemos para averiguar melhor os fatos”, afirmou o delegado Tiago de Lucena, que não descarta a hipótese de homicídio.

As suspeitas surgiram também devido à troca de mensagens entre o casal, que se ameaçava mutuamente, além de que Arlene tinha uma foto da arma usada no crime. O casal estava junto há 7 meses e vivia um relacionamento conturbado. Klezio deixa uma filha de 11 anos, que morava com ele.

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