Qualidade, excelência no atendimento, tempero único, tradição gastronômica. O Saladino Cozinha Árabe, sob o comando dos empresários Marcelo Carvalho Comar e Aluana Borges - também proprietários do Bangalô Batataria -, caiu no gosto do público francano. Servindo um delicioso e completo rodízio de segunda a sábado, das 18h30 às 23h30, a casa fica localizada na rua Alcindo Ribeiro Conrado, 1630, em anexo ao apart hotel Franca Inn. No Jogo Rápido deste domingo, Marcelo nos conta um pouco de sua experiência profissional e de planos futuros. Natural de Cuiabá, Mato Grosso, ele mora em Franca há 12 anos. “Vim pra cá com 17 anos, para cursar história na Unesp. Depois, aos 21 anos, passei em um concurso do INSS, onde trabalhei por oito anos, até entrar no mercado gastronômico”, disse.
Como surgiu seu interesse por esse ramo de gastronomia?
Minha mulher, Aluana, sempre gostou muito da área de alimentação, apesar de ela ter cursado história junto comigo na Unesp. Daí decidimos abrir o Bangalô e, nesse meio tempo, ela fez graduação e pós graduação em gastronomia. Passei a gerenciar o restaurante e ela foi para a parte de cozinha. Na verdade quem sempre gostou mais do ramo foi ela e eu vi essa oportunidade de investimento e resolvi apostar.
Por que vocês decidiram abrir um restaurante árabe em Franca?
O meu bisavô, Tufick Marão, tinha outros dois irmãos libaneses e os três vieram para o Brasil, aqui se casando com três italianas. Depois de um tempo, meu bisavô e outro irmão dele faleceram, e o meu tio restante, Nasser Marão, passou a cuidar de todas as três famílias e dos sobrinhos. Então, como vim de um família libanesa, tive contato com essa culinária árabe a vida inteira. Depois que deu certo o Bangalô, resolvi abrir outro restaurante e a culinária árabe me veio à mente.
Tem algum prato específico que te lembre sua infância?
Há vários, mas o que mais me recordo é a tripa recheada. Todo final de ano reunia a família inteira, todas as tias, o pessoal mais velho, que ficavam lá 20 dias antes do Natal recheando as tripas de cordeiro com arroz e carne moída. O prato não é muito comercial, por isso acho complicado colocar no cardápio do Saladino, mas foi um prato que marcou minha infância.
Em relação ao Saladino, quais pratos você indica do cardápio?
O que eu indico para todos os nossos clientes é o rodízio árabe (que tem o preço de R$ 39,90 por pessoa), porque é possível degustar todos os pratos: entradas, pratos quentes e sobremesa. De entrada temos a babaghanoush, feito com berinjela defumada, o homus de grão de bico e coalhada seca com pistache moído, acompanhados do tabule de salsinha, que é o tradicional libanês, quibe cru, torradas e pães sírios. Na sequência, vêm as esfihas, que temos como sabores fixos as de carne e as de queijo com damasco, mas há dias também que oferecemos esfihas de coalhada, de cordeiro, de espinafre com catupiry... O arroz árabe do dia, salada fatuche, quibe frito e quibe assado, charutinhos e a kafta bovina grelhada. Como sobremesa, estamos servido pastéis de chocolate branco com calda de mel e água de flor de laranjeira. Fazemos essa sequência em pequenas porções, para a pessoa ver o que ela gosta mais, para repetir à vontade. Sempre trazemos novidades no cardápio do rodízio, para nosso cliente se surpreender. Oferecemos também opções à la carte.
Você pensa em abrir novos restaurantes em Franca?
Sim, sim. Minha mulher e eu gostamos muito da ideia de abrir um restaurante italiano, pois é uma culinária que minha esposa tem ascendentes, e pensamos também em montar uma steak house.
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