Depois do espetáculo que foi as Olimpíadas no Rio de Janeiro, veio a categoria paralímpica, reunindo atletas com diferentes limitações físicas ou mentais. E a maravilha do que nos foi passado por aqueles atletas serve como exemplo de superação e de amor à vida, jamais se entregando ou permitindo que fossem olhados com pena. Enquanto isso, quantos rapazes e moças, perfeitos de físico, reclamam e se revoltam simplesmente porque não nasceu loiro e com olhos azuis, ou porque ficou mais baixinho ou ela alta demais, quando deviam bater os joelhos no chão e agradecer a Deus todos os dias. Aqui em Franca mesmo temos alguns exemplos dessa superação, e vou destacar ao menos dois deles, começando pela já conhecida e brilhante artista plástica e palestrante Goret Chagas, que tem quadros maravilhosos, pintados com lápis ou pincel na boca ou preso entre os dedos dos pés. E está sempre num alto astral. Outro caso, mais recente, é do jovem Cleiton da Silva Almeida, de 22 anos, que sofreu um AVC quando criança, ficando com limitação de movimento numa das mãos, mas foi à luta, treinando jiu-jitsu, que ele tanto gosta, e acaba de ganhar o campeonato brasileiro de sua categoria, exibindo com orgulho seu troféu e suas medalhas. Então, quando for reclamar por qualquer coisinha, lembre-se antes disso, e daquele jovem que xingava porque não podia comprar um par de tênis de marca, até que, saindo na rua, encontrou um homem que não tinha nem os pés, e seguia sorrindo.
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