Considerado pela tradição o mês das flores, pelo início da primavera, setembro parece expor clima de alegria e esperança. Apropriadamente escolhido, a OMS (Organização Mundial da Saúde) instituiu, em 2003, que o seu dia 10 fosse consagrado à motivação de campanhas de prevenção do suicídio.
A própria OMS informou que o número de suicídios, por ano, supera o de mortes por homicídios ou conflitos armados. Só no Brasil, conforme nos informa André Luiz Trigueiro, em artigo na Folha de S. Paulo do último dia 18, ocorrem 32 óbitos por dia, razão bastante para que autoridades, instituições públicas e privadas se mobilizem, como convém, no sentido da realização efetiva desse bendito propósito.
A denominação Setembro Amarelo tem seu motivo nas inúmeras causas que levam o indivíduo a cometer o autocídio. Salientam-se a depressão, problemas emocionais, financeiros, orgulho próprio, descrença na vida futura, revolta contra as injunções da vida material e muitos outros.
A Doutrina Espírita, ao revelar a realidade do mundo espiritual, no qual se debate, aflita, grande parte dos suicidas, é um poderoso alerta contra o gesto extremo. Não que entre espíritas não haja quem se suicide, conquanto raríssimo! O mal acomete crentes e descrentes. O que afirmamos, porém, é que o conhecimento da verdade espiritual, da sobrevivência do espírito, leva a pessoa a refletir fundadamente antes de tomar tão grave atitude.
Esclarecendo o indivíduo sobre as causas do sofrimento, a sua situação no contexto da justiça divina, ressalta a certeza das possibilidades da vida infinita, anulando as razões mobilizadoras da intenção infeliz. Os problemas e as dificuldades podem até continuar, sem, contudo, negarem as reiteradas reencarnações redentoras, com as marcas gravadas pelo suicídio na fôrma do nosso corpo, ou perispírito.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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