Segundo os dados prévios do Ibope, o debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, transmitido na tarde desta sexta (23), foi visto, em média, por 712 mil pessoas na Grande São Paulo.
Exibido pelo SBT em parceria com a Folha de S.Paulo e com o UOL, o encontro reuniu Marta Suplicy (PMDB), João Doria (PSDB), Celso Russomanno (PRB), Fernando Haddad (PT), Luiza Erundina (PSOL) e Major Olímpio (SD).
Os números iniciais de 3,6 pontos de audiência (em São Paulo, cada ponto equivale a 197,8 mil espectadores) serão consolidados na segunda-feira (26) pelo Ibope. O SBT ficou em terceiro lugar: Globo liderou, com 9,4 pontos, seguida pela Record (8,2 pontos).
Em primeiro lugar na disputa, segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta (22), Doria foi o principal alvo entre os oponentes, em um debate morno.
O apresentador dos talk shows "Show Business" (Band) e "Face a Face" (Band News) reforçou a imagem de gestor, e não político.
Igualmente egressos da TV, Russomanno e Marta demonstraram saber dialogar com a audiência.
O candidato do PRB evocou sua trajetória de 26 anos no veículo, em que começou como repórter do "Aqui Agora" (SBT) e se desdobrou como defensor de direitos do consumidor em um quadro exibido diariamente, até o início da campanha, no telejornal "Cidade Alerta" (Record).
"Eu gasto sola de sapato", disse em determinado momento. "Estou há 26 anos andando pelas ruas da cidade de São Paulo, conheço cada canto dessa cidade, os problemas", relembrou em outro.
Já Marta Suplicy, que ficou famosa nos anos 1980 por apresentar um quadro sobre sexo e comportamento no "TV Mulher" (Globo), pareceu querer traduzir os temas do debate para quem, de fato, estava no sofá.
Ao falar do teto de gastos, proposta pelo governo Temer, comparou a situação do país com a da "dona de casa que ganha R$ 2.000 e gasta R$ 3.000. Tem um momento em que precisa economizar".
A estratégia dialoga diretamente com o público da TV aberta, sobretudo nesse horário. Mulheres são 56% da audiência que assiste à televisão ao vivo, e 47% do público ligado pertence à classe C (que tem renda média de R$ 2.700). E 57% do público tem mais de 35 anos, 33% com mais de 50.
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