Pais de um garoto de apenas 3 anos acusam a professora de uma creche da rede municipal de agressão. O caso teria acontecido no dia 21 de julho no CCI (Centro de Convivência Infantil) Associação Espírita “Amélia Rodrigues” Unidade II, no Jardim Petráglia, e terminado com a criança cheia de hematomas nas orelhas e face. Após a suposta agressão, os pais registraram um boletim de ocorrência por maus-tratos e a professora acabou demitida.
De acordo com a mãe Daniele Ferreira de Assis Silva, ela chegou para buscar o filho, por volta das 17 horas, e encontrou o menino com marcas roxas nas orelhas e rosto. De acordo com a professora, ele teria se engasgado e ela, assustada, teria sacudido a criança, o que teria provocado as marcas. Depois, porém, a própria criança demonstrou para os pais, que gravaram um vídeo, a forma como a professora lhe puxou as orelhas.
Agora, a luta da família é transferir de creche o menino, que teria ficado com sequelas emocionais após a agressão.
“Deixamos o nosso filho na creche e confiamos no trabalho que seria realizado pela unidade, mas, infelizmente, perdemos isso. Nosso filho regrediu depois da agressão, voltou a usar fraldas, ficou arredio e sofremos com essa situação. Ele não tem mais a mesma vontade de ir para a creche e acho que é fundamental para ele, e também para nós, que seja realizada a transferência”, disse o pai Daniel Cândido de Andrade.
Em uma carta, direcionada à Secretaria Municipal de Educação, a mãe do garoto descreve o que aconteceu e como ficou sabendo, somente horas depois, do ocorrido com seu filho. Nas três páginas, ela relata que tanto o filho como ela e o marido necessitaram de acompanhamento psicológico depois da ocorrência, e solicita a transferência da criança para outra unidade, já que eles não teriam mais confiança na instituição.
“Estou grávida e ficamos muito abalados pelo ocorrido, não conseguimos dormir direito e pedimos a transferência, pois não confiamos mais em deixar nosso filho nesta creche”, escreveu a mãe.
Outro lado
A reportagem entrou em contato com a direção do CCI Associação Espírita “Amélia Rodrigues” Unidade II, em busca de um posicionamento sobre o caso. Por telefone, a coordenadora, que se identificou apenas como Luciana, limitou-se a dizer que a professora foi demitida e que não se pronunciaria sobre o caso.
Em nota, a Prefeitura informou que a Divisão de Creches acompanhou o caso e as medidas tomadas pela instituição. Os responsáveis confirmaram que os pais relataram por escrito o que aconteceu, mas negam que os pais tenham realizado mais reclamações, afirmando que “segundo a coordenadora a criança vive feliz no ambiente e perfeitamente integrada”. Quanto ao pedido de transferência, até hoje não atendido pela Prefeitura, apesar da argumentação dos pais, a mesma não se pronunciou.
A reportagem tentou identificar e contatar a professora que teria cometido a agressão, porém, nem a Prefeitura, creche ou mesmo os pais informaram o nome completo e o contato da acusada.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.