Ataques ao prefeito, a Valéria e a Sidnei marcam debate


| Tempo de leitura: 4 min
Prof. Frank, vice de Gilson; Carlos Amorim, de Dominici; João Rocha, de Flávia Lancha; e JC Carvalho, de Ubiali, no debate do GCN
Prof. Frank, vice de Gilson; Carlos Amorim, de Dominici; João Rocha, de Flávia Lancha; e JC Carvalho, de Ubiali, no debate do GCN
O debate realizado pelo GCN na manhã desta quinta-feira com os candidatos a vice-prefeito por Franca foi marcado pelo clima amigável e pela falta de ataques e críticas entre os quatro participantes. A candidata Valéria Marson (PSD) havia avisado com antecedência que, por conta de uma decisão do conselho de campanha, não participaria do debate e Thales Riqueti (PSol), também avisou com antecedência que havia contraído uma conjuntivite viral e também não compareceu. 
 
Carlos Amorim (PT), João Rocha (PDT), JC Carvalho (PHS) e Professor Frank (DEM) chegaram com uma hora de antecedência à sede do GCN e pareciam não estar em uma disputa. Ao tomarem seus lugares no palco, se cumprimentaram com sorrisos e apertos de mão. O clima permaneceu amistoso durante as mais de duas horas de debate. Ataques e críticas mesmo só à candidata Valéria Marson (PSD), que não compareceu, e ao candidato a prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Sobrou também para o atual prefeito Alexandre Ferreira (PSDB).
 
O debate foi dividido em cinco blocos. No primeiro, os candidatos fizeram suas considerações iniciais e responderam a perguntas feitas pelos jornalistas do Núcleo de Política do GCN. Amorim foi o primeiro a partir para o ataque. Ao responder sobre como ajudaria a governar a cidade, alfinetou o atual prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) sem citar nomes. “Queremos fazer um governo baseado na participação popular porque, ao contrário do que pensam alguns, não se governa sem as pessoas. O prefeito não pode ser um ser iluminado que fica sentado em sua mesa ditando ordens”.
 
Depois foi a vez do Professor Frank. Ao responder sobre habitação, ele disse que a atual administração não conhece a cidade e que precisa ter prioridades. O empresário JC Carvalho também fez críticas ao responder sobre a falta de médicos especialistas na rede municipal. “Franca está um caos. Qualquer lugar que você vai tem filas. A cidade é muito mal administrada. Vou chorar sangue se for preciso para recuperar a saúde de Franca”. 
 
No segundo bloco, com candidatos perguntando para candidatos a respeito de temas específicos sorteados, os ataques continuaram. Ao responder a JC Carvalho sobre o déficit habitacional da cidade, o Professor Frank afirmou que a atual administração “não tem respeito com a população”. E continuou depois ao perguntar a JC sobre a falta de vagas em creches: “Eu, como advogado, sempre recebo mães que me procuram para ingressar com ações judiciais para garantir vagas em creches. Isso é um absurdo”.
 
Em seguida, foi Carlos Amorim que, ao formular uma pergunta para a candidata ausente, disparou: “E não poderia deixar de lamentar a ausência da ex-vereadora cassada Valéria Marson. Gostaria de saber dela o que irá fazer na área de segurança”. João Rocha foi o próximo. Ao questionar Thales Riqueti, também ausente, voltou a criticar Valéria. “É uma pena que aqueles que seriam os responsáveis pelos problemas na área da Saúde não estejam aqui para responder.”
 
No terceiro bloco, os candidatos responderam as perguntas dos eleitores que puderam participar ao vivo do debate enviando seus questionamentos. Cada um dos quatro presentes respondeu a duas perguntas. 
 
No quarto bloco, com candidato perguntando a candidato sem tema determinado, ficou claro o clima amistoso. Os candidatos aproveitaram para fazer críticas enquanto respondiam aos questionamentos. Como Thales e Valéria não compareceram, os jornalistas fizeram perguntas em seus lugares, conforme prevê a regra. João Rocha respondeu sobre segurança. “Vamos investir em iluminação pública e na geração de empregos. Quando fui vice-prefeito do Maurício Sandoval, criamos o Distrito Industrial. Tem candidato dizendo que foi ele que fez, mas na verdade ele só fez a inauguração”, disse, em uma crítica velada a Sidnei Rocha. 
 
E João Rocha continuou alfinetando. Ao perguntar sobre transporte público, aproveitou para cutucar. “Uma das maiores queixas que a gente tem recebido é em relação ao transporte público. Tem candidato por aí dizendo que vai vencer no 1º turno e que vai cuidar do transporte. Em Franca, ainda há um problema da mistura do público com o particular. Como o senhor vai cuidar do transporte?”, questionou, se referindo mais uma vez a Sidnei Rocha. E depois continuou: “É preciso que o povo de Franca saiba que um dos candidatos que se diz vencedor é detentor de uma rádio que comprou justamente dos diretores da Empresa São José. Não podemos continuar misturando o público com o privado”. 
 
Ao final do quarto bloco, JC Carvalho também endureceu às críticas a Valéria Marson, que não estava presente. “Esperava que a Valéria estivesse aqui, que ela tivesse mais coragem que o candidato dela. Sei que ela gostaria de estar aqui, mas o coronel não deixou ela participar.” Ele, então, fez a pergunta que seria dirigida a ela sobre um acordo acertado com o Ministério Público para reembolsar os cofres municipais a respeito de gastos com uma viagem a São Paulo e também com relação aos problemas enfrentados enquanto ela ainda era secretária de Urbanismo. 
 
Por fim, no último bloco, mais uma vez, todos os quatro participantes lamentaram a ausência de Valéria. Carlos Amorim foi o mais enfático e fez um apelo para que Sidnei Rocha compareça aos próximos debates agendados para este domingo, na EPTV, e na próxima quinta-feira no GCN. “Faço um apelo ao Sidnei para que ele reconsidere sua decisão e não fuja dos debates”. 
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários