A Vigilância Epidemiológica de Franca confirmou casos de caxumba entre alunos da Unesp, Centro Universitário Uni-Facef e Unifran. Nesta semana, as aulas na Faculdade de Direito já haviam sido suspensas, até o dia 10 de outubro, após a confirmação de 27 casos da doença entre os alunos da instituição. Com a confirmação, a Secretaria de Saúde está acompanhando os casos e, inicialmente, somente os alunos contaminados foram afastados.
Na Unesp, até a tarde de ontem, sete casos da doença foram confirmados e outros 11 aguardavam resultados. Os alunos, que são dos cursos de Serviço Social, História, Direito e Relações Internacionais, foram afastados.
“A princípio, não há previsão de suspensão das aulas, pois todos os alunos que apresentaram sintomas já foram atendidos, orientados e afastados para o tratamento. Além disso, a Vigilância Epidemiológica realizou um bloqueio vacinal e imunizou, entre estudantes e funcionários da universidade, 1.174 pessoas. Agora vamos trabalhar com atividades educativas para reforçar o cuidado e evitar novos casos”, disse a enfermeira responsável da instituição, Aline Trevizan.
No Uni-Facef, cinco alunos, todos do curso de medicina, também contraíram a doença e já foram afastados. “Como o curso de medicina fica mais isolado, a Vigilância imunizou cerca de 100 estudantes e descartou a necessidade de suspensão das aulas”, disse a auxiliar de laboratório Kelly Jaqueline Barbosa.
Com aproximadamente nove mil alunos, a Unifran foi a faculdade com menos casos confirmados. De acordo com a instituição, até o momento apenas um caso foi registrado, com afastamento via atestado médico.
Até ontem, segundo o secretário de Saúde, José Conrado Netto, 62 casos de caxumba foram registrados em Franca, incluindo os da FDF, Unesp, Uni-Facef e Unifran. Nenhuma outra escola teve casos confirmados.
Sintomas
Os sintomas mais comuns da caxumba são febre, mal estar, inchaço das glândulas parótidas, dificuldade em ingerir alguns alimentos, fraqueza e dor nas laterais do pescoço, logo abaixo do maxilar. Isso porque o vírus da caxumba provoca inflamação nas glândulas responsáveis pela produção de saliva, que ficam nesta parte do corpo.
As complicações são raras, mas podem acontecer. Uma delas é a meningite viral, forma mais branda da infecção. Outras são a orquite, inflamação dos testículos, e a ooforite, inflamação dos ovários. A caxumba também pode levar à surdez, embora os casos sejam muito raros.
Prevenção
A forma de prevenção contra a caxumba é simples: tomar a vacina tríplice viral, que protege contra caxumba, sarampo e rubéola. A vacina deve ser tomada a partir de um ano de idade em duas doses, com intervalo de um mês entre elas. Quem já teve a doença também está protegido.
A caxumba não tem um remédio específico. O tratamento consiste em aliviar os sintomas de dor e mal estar e fazer repouso para que o próprio organismo combata o vírus.
Transmissão
A transmissão direta ocorre via aérea, através da disseminação de gotículas, ou por contato direto com saliva de pessoas infectadas.
A transmissão indireta é menos frequente, mas pode ocorrer pelo contato com objeto e utensílios contaminados com secreção do nariz ou boca.
O período de transmissão varia entre 6 e 7 dias antes das manifestações clínicas, até 9 dias após o surgimento dos sintomas. O vírus pode ser encontrado na urina até 14 dias após o início da doença.
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