Numa área que compreende 16 cidades na região de Franca, que vai de Itirapuã até Igarapava, o PSDB lançou candidato próprio em 15 municípios. A exceção é Rifaina, onde o partido apresentou o vice na coligação liderada pelo PRB. A segunda legenda com maior número de cabeças de chapa é o PSD, com cinco nomes, seguida do PMDB, com quatro. Atingido em cheio pela Operação Lava Jato e pelo impeachment de Dilma Rousseff, o PT terá apenas dois concorrentes nas eleições municipais.
Ao lançar candidatos em toda a região, o PSDB tem um objetivo claro e definido: recuperar a hegemonia perdida nas últimas eleições. Até 2012, o PSDB comandava nove das 16 prefeituras que integram a sua coordenadoria regional. Nas eleições daquele ano, saiu derrotado nas urnas e viu a oposição conquistar 14 cidades. O “berço tucano” foi fatiado e dividido por legendas diversas. O partido conseguiu manter Franca e ganhou apenas Cristais Paulista e Guará. “O cenário era totalmente atípico há quatro anos. Como havia uma vontade grande de mudança e o PSDB controlava a maior parte das prefeituras, foi natural que o partido perdesse espaço. Agora, a situação mudou e estamos muito confiantes de que vamos recuperar o espaço perdido”, disse o deputado Roberto Engler.
O PSDB projeta que tem boas chances de vitória em pelo menos sete cidades, embora os mais otimistas acreditam que o território a ser ocupado pelos tucanos possa ser ainda maior. Hoje, as principais apostas do partido são feitas nos candidatos de Franca, Cristais Paulista, Igarapava, Itirapuã, Ituverava, Miguelópolis e Patrocínio Paulista.
Em Restinga e São José da Bela Vista, os pedidos de registro de candidaturas dos tucanos foram barrados pela Justiça, a situação é considerada difícil, pois, além de ganhar no voto, o partido ainda depende de decisão favorável sobre os recursos apresentados. Em Pedregulho, a briga com o PMDB promete ser acirrada.
Enquanto o PSDB planeja dominar a região, o arquirrival PT se encolhe e perderá espaço. O partido terá candidato próprio apenas em Franca, com Gilmar Dominici, e Ribeirão Corrente, com Aírton Montanher. Em Patrocínio Paulista, Marcos Ferreira, que cumpre o primeiro mandato, não quis tentar a reeleição.
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