Quem são eles para protestar?


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Quando um diplomata de Israel chamou, com toda a razão, o Brasil de um anão diplomático, não houve qualquer ação em defesa do nosso País pelos seus principais parceiros democráticos e econômicos. Só aqueles regimes de esquerda, que flertam com a ditadura e impõem a seus cidadãos a restrição de seus direitos fundamentais. Há pouco mais de 10 anos, o Brasil viu toda a sua política externa se esfarelar, ao se associar a regimes autoritários e ditatoriais, perdendo a capacidade de se tornar protagonista no mundo globalizado. Agora, com o discurso do presidente Michel Temer (PMDB) na ONU (Organização das Nações Unidas), estes mesmos países voltaram a se manifestar em defesa do mandato de Dilma Rousseff, que teve o processo de impeachment aprovado pelo Congresso Nacional.
 
As delegações do Equador, Venezuela, Costa Rica e Nicarágua deixaram o debate das Nações Unidas em Nova York, ontem, como forma de protesto, durante o pronunciamento de Temer. Os representantes da Bolívia e de Cuba nem mesmo entraram no salão para ouvir o início do discurso do presidente brasileiro. Os estadistas daqueles países consideram ilegítima a forma como Dilma Rousseff foi destituída da Presidência da República e seu então vice Michel Temer assumiu o poder.
 
Como se pode ver, nenhum deles com algum peso diplomático ou mesmo nas relações econômicas que interessam ao Brasil. Pelo contrário: Venezuela e Bolívia expropriaram bens do governo brasileiro, nada pagaram e ainda conseguiram empréstimos e vantagens durante os governos Lula e Dilma. Ao lado de Bolívia, Equador e Venezuela, a Nicarágua também rasgou sua Constituição para permitir a reeleição de seus mandatários. Cuba, todo mundo conhece, tem como maior receita no comércio exterior a exportação de médicos para países alinhados à ditadura dos irmãos Castro, como os citados acima e o Brasil. Só Costa Rica não tem perfil semelhante.
 
Desta forma, a atitude dos representantes destes países nada interfere nos destinos do Brasil, que conseguiu se livrar de um governo inapto e agora parte para colocar na cadeia todos os corruptos que nos trouxeram a esta situação de crise. Quem afronta a democracia cotidianamente não merece nem ser levado em consideração, assim como fez Temer, que ressaltou a lisura do processo que tirou Dilma da presidência, enquanto seus auxiliares nem se preocuparam em comentar a questão, numa atitude que coloca estes países na dimensão exata de sua importância na ordem mundial: quase nada.
 
 
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