Um idoso de 67 anos foi morto a chutes na manhã dessa terça-feira na casa onde morava, no Jardim Ipanema. Severino dos Santos Ramos estava caído em um dos cômodos quando foi encontrado pelo dono do imóvel. Seu rosto estava marcado pelos golpes, desferido pelo operador de caldeira Evando Tavares de Araújo, de 34 anos. O acusado foi pego pela Polícia Militar minutos depois do crime e já está atrás das grades.
Segundo o relato do próprio acusado aos policiais militares, ele morou por duas semanas com a vítima e discussões aconteceram durante sua estadia e depois que deixou o imóvel, especialmente por conta do valor que deveria ser pago pelo aluguel. “Hoje (ontem), após ingerir bebida alcoólica, o Evando disse que voltou à casa para discutirem quanto ele devia e, mais uma vez, não chegaram a um acordo”, afirmou o cabo Ernani, da PM.
No meio da confusão, ainda conforme o depoimento do operador aos policiais militares e civis, Severino teria xingado o acusado de ladrão. Irritado, Evando partiu para cima do idoso e o empurrou. Ao cair, bateu a cabeça e ainda levou dois chutes no rosto, que ficou parcialmente desfigurado pela violência dos pisões.
Enquanto o Samu era acionado pelo dono do imóvel, que encontrou o corpo de Severino, o acusado fugiu. O operador de caldeira foi capturado minutos depois por policiais militares. Estava dentro de uma casa em construção no bairro e confessou o crime.
Levado à DIG (Delegacia de Investigações Gerais), foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e recolhido ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca.
O corpo de Severino foi removido ao IML (Instituto Médico Legal) e, posteriormente, liberado para familiares. Com serviços da funerária São Francisco, ele está sendo velado no Santo Agostinho, onde será sepultado hoje, às 10 horas.
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Severino dos Santos Ramos
19 homicídios
A morte de Severino dos Santos Ramos foi o 19º assassinato em Franca neste ano. De janeiro até ontem, foram 16 homicídios e três latrocínios (roubo seguido de morte).
Neste mês de setembro, além do idoso, a desempregada Juliana Valéria Nazário, de 42 anos, também foi assassinada. Ela foi encontrada morta em uma casa abandonada do Jardim Paulistano, onde morava com outros usuários de drogas.
Diferente do caso de Severino, em que o assassino foi capturado, o principal suspeito da morte de Juliana ainda não foi preso. Trata-se de seu namorado, que fugiu do local. Ela foi morta por estrangulamento. O homicídio segue sob investigação na Polícia Civil.
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