Combate ao crime com união entre vizinhos e Polícia Militar


| Tempo de leitura: 3 min
Câmera de segurança ganhou companhia da placa que anuncia a Vizinhança Solidária, em casa do bairro Nova Franca, na zona Norte
Câmera de segurança ganhou companhia da placa que anuncia a Vizinhança Solidária, em casa do bairro Nova Franca, na zona Norte
Se hoje alguém parasse um carro ou caminhão em frente à casa de seu vizinho e retirasse parte dos objetos e móveis, você saberia dizer se são os próprios moradores ou ladrões? Se um bandido invadir o imóvel em um dia comum ou no período das férias, você teria o telefone de seu vizinho para avisá-lo? Você se comunica com aqueles que moram perto de sua casa e tem alguém que possa vigiá-la em sua ausência e chamar a polícia quando notar alguma movimentação diferente?
 
Foi com o intuito de diminuir as respostas negativas a essas indagações, aproximar os vizinhos e incentivar a comunicação entre eles, para que furtos e roubos diminuam, que a Polícia Militar criou o projeto Vizinhança Solidária. 
 
Desde 2013, ele tem sido implantado em diversas cidades do Estado. Há poucos meses, chegou a Franca e já funciona nos bairros Jardim Samel Park, Nova Franca e Parque Dom Pedro, pioneiros da iniciativa em Franca.
 
Há pelo menos dois meses, é comum caminhar pelas ruas dos três bairros e avistar uma placa padronizada pela Polícia Militar indicando que, ali, todos os vizinhos se ajudam e vigiam a casa uns dos outros para garantir a segurança do lugar. O projeto tem dado certo. Um exemplo disso foi um caso de furto frustrado. Em agosto, a comunicação entre os moradores, via WhatsApp, impediu um “limpa” em uma casa do Nova Franca.
 
Na ausência do proprietário, eles acuaram três menores, chamaram a PM e recuperaram os pertences da família, que os bandidos separaram em três malas e estavam escondendo em uma mata do bairro. “Essa ajuda mútua é para coibir esse tipo de ação de marginais pelas ruas. Ao notarem a movimentação atípica, nesse dia, os vizinhos conversaram a respeito e avisaram a polícia. Foi uma prova de que esses moradores são os olhos da polícia e ajudam uns aos outros”, disse o capitão Eduardo Martins Ribeiro, responsável por implantar o projeto naquela região da cidade.
 
Para os moradores, a medida surtiu efeito e reduziu a criminalidade nos três bairros. Como forma de organizar o Vizinhança Solidária e ter mais aproximação com a PM, foram designados tutores, que são o elo entre os policiais e a comunidade. Nos três bairros, há pelo menos dez protetores responsáveis, divididos em quatro setores. O empresário José Renato de Paula Vieira, do Nova Franca, é um deles. “Pelo que percebi nesses últimos meses, a iniciativa trouxe uma redução de quase 90% nos roubos e furtos. A gente previne, ajuda um ao outro e pode se conhecer. É gratificante. Claro que há os casos pontuais, mas a união de todos tem tirado, cada vez mais, os ladrões das ruas do nosso bairro”, disse.
 
Semelhante opinião tem a auxiliar de enfermagem Rosângela Bernardes da Silva, uma das tutoras do Parque Dom Pedro. Para ela, a comunicação, seja pessoalmente ou por redes sociais como o WhatsApp, fez mais que tirar bandidos de circulação. “Antes, muitos não sabiam quem eram seus vizinhos e víamos três, quatro casas serem invadidas diariamente. Agora, não há mais isso. Os crimes diminuíram e a convivência aumentou”, disse.
 
Para participar do Vizinhança Solidária, o capitão orienta que os moradores procurem as Companhias da Polícia Militar para falar sobre o projeto. Os moradores das zonas Oeste e Norte de Franca podem se dirigir à 5ª Companhia, localizada na avenida Doutor Flávio Rocha, 4.281, perto do Parque Fernando Costa, na Vila Exposição. Aqueles que residem nas zonas Leste e Sul e têm interesse em criar uma “patrulha” em seus bairros, devem procurar a 1ª Companhia, na Avenida Sete de Setembro, 736, no Jardim América, nas imediações da Câmara Municipal.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários