Meio-termo


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Na educação moderna, há opiniões que, ante o erro e o acerto, defendem que se deixem as crianças decidirem por si mesmas, a partir das próprias experiências. Outras optam pela severidade, incluindo castigos físicos. Qual o melhor caminho? O Latim nos sugere a sabedoria do “virtus est in medio”, a virtude está no meio. Nem a repressão exagerada, nem o permissivo “laisser-faire”, mas, o meio-termo. Isso nos lembra outro princípio igualmente sábio: se os pais, de graça, não ensinarem, a vida ensinará, a custo alto e penoso! 
 
Consideremos a lei de causa e efeito. Antes que se nos apresentem dolorosas surpresas, convençamo-nos de que as nossas ações têm consequências e o autopoliciamento em nada nos prejudicará a liberdade, se não pretendermos exceder os limites do senso moral. Aos pais, os mais sábios recomendam limites no sim e no não, no pode e não pode, deve e não deve. 
 
Lembramos que, recentemente, um casal de japoneses, objetivando repreender seu filho de sete anos, abandonou-o à beira de uma floresta e seguiram. Voltando ao local não mais o encontraram, tendo embrenhado na mata. Felizmente, o garoto acabou resgatado ileso. Não nos cabe julgar, ainda que incomodados diante de tanta liberdade na educação moderna e de acreditarmos que aqueles pais tivessem aplicado ao filho outros tipos de correção sem resultado, mas, a quantos consultamos, encontramos unanimidade em que os genitores pecaram pelo excesso. 
 
Uma educadora espírita asseverou que os pais precisam entender que são missionários a orientar e educar espíritos milenares que, sob sua guarda, renascem com seus defeitos, para a devida correção evolutiva, e que comprometimentos de vidas passadas impõem naturais dificuldades. 
 
Apliquemos os velhos conceitos e estaremos certos de que a amorosa educação formal e moral convence e que os amorosos exemplos dos pais arrastam. 
 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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