Vandalismo revoltante


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Esta não é a primeira vez que tratamos aqui de assunto semelhante. E, diante da evolução dos acontecimentos, dificilmente será a última. Ainda mais se o caso tiver o mesmo desfecho de vários outros, sem que seus responsáveis sejam identificados e localizados. Quando o contrário acontece, caso envolva menores de idade, também não se dá a resposta que a comunidade espera, em razão das nossas leis que protegem infratores, deixando o cidadão de bem acuado, fechado intramuros, mesmo que isso não lhe garanta uma segurança satisfatória. A violência, que descamba para o vandalismo bárbaro, ambos injustificados, atinge aqueles que ainda confiam no aparato de segurança pública e na Justiça como resposta aos seus anseios.
 
Conforme o portal GCN publicou ontem (confira matéria completa nesta edição do Comércio) uma escola da zona leste de Franca foi invadida na madrugada desta sexta-feira, 16, por bandidos e vândalos. A cena encontrada pelos funcionários e professores da escola estadual “José Carlos Donadelli Panice” os deixou desolados. Objetos quebrados, destruídos, furtados e muita sujeira. É como se uma manada de elefantes tivesse passado pelo local. A escola, localizada no Jardim Panorama, foi invadida por marginais que fizeram uma verdadeira arruaça e vandalizaram a área. Foram levados notebook, Datashow, liquidificador, sistema de som, rádios, impressoras e até a merenda dos alunos. O que não foi levado, foi destruído, principalmente alimentos da merenda escolar, o que deixou os 300 alunos sem aulas ontem.
 
O que causa mais revolta é que este tipo de ação tornou-se recorrente, mesmo se sabendo que Franca conta com uma Guarda Civil Municipal que deveria estar cuidando da segurança de estabelecimentos e monumentos, mas é utilizada para coibir a ação de vendedores ambulantes de frutas que trabalhavam no centro da cidade. Já passa da hora da Prefeitura Municipal direcionar as ações da GCM para reforçar o aparato de segurança em benefício da população e deixar de lado outro tipo de operação, como multar motoristas por estacionamento proibido ou enfrentar vendedores ambulantes no centro da cidade. A simples presença de viaturas nas proximidades de escolas mais vulneráveis, principalmente fora do horário de funcionamento, seria capaz de coibir invasões como a de ontem ainda em seu intento. Esperar uma punição exemplar é hoje uma utopia, mas o poder público tem condições de dar a resposta que a população espera. Basta querer.
 
 
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