MP pede bloqueio de bens de donos da loja Rofaso


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Loja Rofaso fechou as portas em novembro de 2015: clientes pagaram por produtos que jamais foram entregues
Loja Rofaso fechou as portas em novembro de 2015: clientes pagaram por produtos que jamais foram entregues
O Ministério Público propôs ação civil contra os proprietários da loja de móveis Rofaso, Matheus Faria de Souza e Rodrigo Faria de Souza. Na ação, assinada pelo promotor de Justiça Murilo Lemos Jorge, os dois são acusados de agir de má-fé com mais de 80 clientes e causar um prejuízo de R$ 207 mil para os consumidores que, antes de a loja ser fechada, em novembro de 2015, adquiriram produtos e chegaram a pagar pelos móveis que nunca foram entregues.
 
Na ação, o promotor salienta que a empresa utilizou promessas mentirosas, com preços atrativos e mediante o recebimento antecipado do valor dos produtos adquiridos. “Centenas de consumidores contrataram a aquisição de bens com a empresa, efetuaram o pagamento respectivo, ou ao menos parte dele, e não receberam as mercadorias nem a devolução do montante pago.”
 
De acordo com o promotor, uma reunião, com a presença de um dos proprietários, seu advogado e o superintendente do Procon, William Karan Júnior, foi realizada em abril deste ano, mas, mesmo após se comprometerem a reparar os danos, os proprietários não realizaram nenhum movimento para, de fato, ressarcir os clientes.
 
Com isso, o promotor decidiu pedir o bloqueio dos bens dos dois proprietários, além de busca e apreensão de bens de propriedade deles e da empresa, como garantia para a quitação dos valores pertencentes aos consumidores lesados.
 
“Além da reparação do dano patrimonial dos consumidores, achei por bem, devido a todo o desgaste e a situação vivida por eles, solicitar ainda a reparação de dano moral, no valor de meio salário mínimo para cada um deles”, afirmou o promotor.
 
O advogado da Rofaso, Fernando Duzzi, afirmou que não poderia se pronunciar sem a autorização dos clientes, o que não conseguiu até o final da tarde de ontem. Os proprietários não foram localizados pela reportagem para comentar o pedido do Ministério Público.
 

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