Comerciante que matou rival é condenado a 4 anos de prisão


| Tempo de leitura: 2 min
Policiais isolaram o caminhão onde a vítima foi morta pelo comerciante, em 2014
Policiais isolaram o caminhão onde a vítima foi morta pelo comerciante, em 2014
Pela maioria dos votos do júri popular, o comerciante do ramo de lanches Cláudio Leite da Silva, de 39 anos, foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão pelo assassinato do serralheiro Marcos Antônio Molina, 51, em julho de 2014. Inicialmente, o réu que confessou ter matado a tiros a vítima, cumprirá a pena em regime semiaberto.
 
O assassinato aconteceu no dia 29 de julho de 2014, no Jardim Luiza. O serralheiro foi baleado no interior de seu caminhão após comprar um spray em uma loja de tintas do bairro. Cláudio fugiu e, três dias depois, foi à polícia e confessou o crime. Disse que agiu porque o rival estaria assediando sua mulher. Após o depoimento, foi indiciado por homicídio qualificado e liberado.
 
Há exatamente um ano, ele foi a júri popular e, para surpresa até mesmo de seus familiares e advogado, acabou absolvido sob alegação de que agiu “em legítima defesa”. Segundo o advogado Rui Engrácia Garcia, como esse argumento não foi utilizado nem mesmo por ele mesmo na defesa, o júri foi anulado e houve novo julgamento ontem.
 
Ainda de acordo com Garcia, o solicitado foi que o cliente cumprisse a pena reconhecendo o homicídio privilegiado, o que não aconteceu nem no ano passado, nem ontem. “Agora, ele foi condenado a quatro anos e seis meses de reclusão no semiaberto por matar sob forte emoção e perturbação. Ao estipular o tempo da pena, o juiz entendeu que não houve justa provocação, ou seja, não foi ação e reação”, disse o advogado, que prosseguiu. “Cláudio teve um ‘intervalo’ antes de matar o Molina e, por isso, reduziu só um pouco a pena. Mas pretendo recorrer da decisão para que seja mais reduzida e, ao passar para quatro anos, ele cumpra no regime aberto.”
 
A sentença foi ouvida com indignação pela família de Molina. Seu genro, Fernando Henrique Faria, afirmou que temia por nova absolvição, mas achou a pena “fraca”. “Quando um traficante é condenado, fica mais de cinco anos. Agora, quando se mata alguém, a pessoa ou nem é presa ou paga pouco pelo crime. Ele acabou com nossa família, ficou solto até agora e deve ficar pouco tempo na cadeia. É um absurdo.”
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários