A venda de motos novas em Franca caiu 52% nos primeiros seis meses deste ano em comparação com 2014. Os dados são baseados no crescimento da frota do município disponibilizado pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). Enquanto entre janeiro e junho de 2014, no total 1.074 motocicletas tomaram as ruas da cidade, neste ano, no mesmo período, apenas 515 deixaram as lojas. Quando comparado com 2015, a queda é um pouco menor e chega a 37%, já que no ano passado 828 motos foram comercializadas.
Quando a comparação é realizada com dados do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) a queda entre janeiro e agosto, considerando os anos de 2015 e 2016, chega a 43,8%: no ano passado foram 1.282 unidades contra 720 neste ano.
Apesar dos números referentes ao primeiro semestre, os revendedores da cidade afirmam que o setor tem demonstrado reação nos últimos dois meses e a expectativa é encerrar o ano com saldo positivo, apesar do atual cenário econômico.
“Nos últimos dois meses sentimos o mercado tomando mais força e uma retomada na procura pelas motocicletas. Por tratar-se de um veículo com menor custo do que carro, estamos com expectativa positiva para os próximos meses. É lógico que o resultado não é o mesmo que em 2014, mas ainda assim acredito que para o final de 2016 e início de 2017 o setor estará bem mais aquecido”, disse a gerente de vendas da Hido Motos, Karina Pierre.
“No caso de seminovos não caiu tanto como no mercado de novos, mas sentimos, sim, a queda. Apesar disso, os últimos dois meses demonstraram uma ligeira reação e estamos esperançosos com os próximos meses”, disse o proprietário da Presidente Motos, Sied Alves.
Produção
A tendência de queda é verificada na produção de motocicletas no país, que totalizou 92.791 unidades em agosto. Esse número é 18,6% inferior quando comparado com o mesmo período do ano passado; na ocasião foram produzidas 113.982 unidades, segundo dados divulgados nesta semana pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).
Quando a comparação é em relação ao acumulado do ano, a queda é ainda mais significativa e chega a 30,8%, quando mais de 281 mil unidades deixaram de ser produzidas neste ano.
“O setor tem expectativa de melhoria das vendas para os próximos meses em função das medidas econômicas a serem implementadas pelo governo federal. Além disso, historicamente, o segundo semestre é um período mais favorável para os negócios com motocicletas, em função da proximidade do verão, que estimula o uso de veículos de duas rodas, e o ingresso do 13º salário na economia, aumentando o poder de compra dos consumidores”, disse o diretor executivo da Abraciclo, José Eduardo Gonçalves.
“Todavia, devido à retração de negócios verificada nos meses anteriores, a comercialização do ano deverá ficar 16,7% menor em relação ao volume de 2015, totalizando cerca de 1 milhão de unidades”, completou Gonçalves.
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