Os três candidatos que disputam a Prefeitura de Restinga se enfrentaram nesta quinta-feira no debate promovido pelo GCN. Uma hora antes do início, todos já estavam na sede do grupo e trouxeram consigo suas respectivas torcidas.
Por uma hora e quinze minutos, os três trocaram acusações. O maior alvo foi o ex-prefeito e agora novamente candidato Amarildo (PMDB). Ele foi duramente criticado pela atual prefeita, Luciene Martins (PRB), e pelo ex-vereador Dr. Wellington (PSDB). Já em sua primeira participação ainda no bloco de abertura, Amarildo também partiu para o ataque. Ao ser questionado sobre o orçamento municipal de Restinga, começou sua resposta lembrando aos eleitores que é o único dos três candidatos que não tem impugnação. “Sou o único candidato ficha limpa. O único que tem credibilidade e respeito. Nunca fui condenado por nenhum tribunal”.
A provocação não ficou sem resposta. Na sua vez de responder sobre habitação, Luciene Martins revidou. “Ele diz que é ficha limpa, mas responde a uma ação civil, sim. Ele tem que devolver dinheiro para a prefeitura. Eu e o meu vice não nomeamos parentes, nem colocamos família como sete funcionários da Prefeitura. Eu peguei a prefeitura arrebentada”, disse ela.
Dr. Wellington não ficou para trás. Ao responder sobre a queda na qualidade da educação na cidade, culpou as gestões anteriores pelo problema. “Há vinte anos, a cidade de Restinga está abandonada. Não existe gestão mais. Esse é o problema. Por isso as coisas chegaram a este ponto”.
No segundo bloco, em que candidato perguntava a candidato, o clima esquentou ainda mais. Amarildo abriu perguntando a Luciene sobre as propostas para melhorar o transporte e a acusou de ser responsável pela suspensão de uma linha para empregadas domésticas. Ela respondeu. “A linha foi suspensa porque houve uma denúncia do seu grupo ao Ministério Público dizendo que o transporte era feito com o uso de ônibus escolares que não poderiam ser usados para esse fim. O senhor tirou o dinheiro da educação para colocar a linha talvez isso explique porque a qualidade da educação caiu”. Amarildo não deixou por menos. “O que a senhora diz não condiz com a verdade. A linha foi criada com a aprovação da Câmara”.
Ao final do bloco, foi a vez de Wellington atacar. Ao perguntar sobre infraestrutura, o ex-vereador afirmou que Amarildo tinha que devolver R$ 11 milhões de um aumento irregular dado em sua gestão anterior a um grupo de funcionários da prefeitura. Amarildo respondeu lembrando que Wellington era vereador à época e aprovou o projeto de aumento.
“O senhor está desesperado. Mas fique calmo. Sou o único candidato ficha limpa e o senhor vai votar em mim, eu sei”, rebateu Amarildo.
No terceiro bloco, cada candidato respondeu uma pergunta feita por internautas e ouvintes. No bloco seguinte, voltaram a se enfrentar. Amarildo perguntou a Luciene qual garantia ela daria ao eleitor de que o voto nela não seria anulado, já que a chapa de Luciene está impugnada por causa de uma condenação sofrida por seu vice Paulo Pitt (PSB). Ela rebateu. “O que houve foi um golpe político armado pelos que hoje estão ao seu lado. Provei minha idoneidade e meu vice vai fazer o mesmo.”
Depois foi a vez de Wellington perguntar a Amarildo. Ele disse que o prefeito recebe um dos maiores salários da Prefeitura sem trabalhar. “O senhor recebe quase R$ 7 mil, mas não trabalha. Fica na porta contando carro.” Amarildo revidou. “Como eu disse, o senhor está desesperado. Mas o meu salário é justo e digno. Tenho 36 anos de serviços prestados ao município de Restinga”. Wellington não desistiu. “O senhor está é com medo de eu vencer e o colocar para trabalhar de verdade”.
No último bloco, os três candidatos aproveitaram o tempo para considerações finais para pedir o voto dos eleitores. Ao final do debate, os três foram parabenizados por suas respectivas equipes (veja mais no Portal GCN).
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.