Testemunha diz que viu coronel com criança outras vezes


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A mulher que viu o coronel da PM Pedro Chavarry, de 63 anos, com uma menina de 2 anos nua no carro relatou à polícia que não foi a primeira vez que presenciou o fato. Ela diz que pedirá para que seu nome seja incluído no Programa Estadual de Proteção a Vítimas e Testemunhas (Provita). “Ele (Chavarry) acabou com a minha vida. Perguntou pelo meu nome, pelo meu endereço. Parei de trabalhar, mudei da Uga Uga (comunidade de Ramos)”, contou ela ao jornal O Dia.

A mulher é atendente em uma lanchonete e revelou que não foi a primeira vez que viu o coronel com uma criança dentro do carro. “Desconfiava, pois já tinha visto ele outras quatro vezes com um bebê, menino, pelado. Ele ficava horas no estacionamento e não abaixava o vidro. No sábado, quando fui entregar o lanche, ele abriu a porta e vi a menina virada para ele com as pernas abertas e a calcinha mexida para o lado”, comentou a atendente.

A prisão do coronel aconteceu no sábado, dia 10, após uma denúncia anônima de que ele estaria dentro do carro com a menina de 2 anos nua. A atendente afirma que apesar de ter sido a primeira pessoa a flagrar o coronel, não foi ela quem fez a denúncia. A mulher explicou que como precisa de autorização dos superiores para fazer ligações durante o horário de trabalho, pediu a um cliente que realizasse a denúncia.

A Polícia Militar abriu um processo administrativo para investigar a conduta do coronel. Um processo na Justiça comum também foi iniciado tendo Chavarry como suspeito de estupro de vulnerável.

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