Jovem morre de insolação após bronzeamento


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Nara Farias Preto
Nara Farias Preto

Uma jovem morreu na madrugada de quarta-feira, dia 14, em Brasília, após uma sessão de bronzeamento artificial.

O procedimento estético foi realizado na manhã de sábado, dia 10, em uma clínica que ficava localizada em uma casa na Asa Sul. Nara Farias Preto, de 20 anos, ficou três horas a mais do que o recomendado para a realização de bronzeamento artificial. Mirian Farias, prima da vítima, conta que no período em que foi realizado o procedimento, uma mulher aparecia em intervalos e reaplicava um produto para acelerar a pigmentação no corpo de Nara. “Não orientaram a passar filtro solar, e a mulher não a molhava com frequência. Isso causou uma desidratação muito violenta”, explicou Mirian ao site G1.

“Ela [Nara] falou com a dona da clínica sobre os danos que o bronzeamento tinha causado e que ela deveria ajudar a pagar os medicamentos e a hospitalização, mas ela fez pouco caso e não quis ajudar”, lembra a prima da vítima. Após o procedimento, Nara retornou para casa e aparentava estar com queimaduras de sol.

No domingo, 11, ela procurou uma farmácia e comprou uma pomada para aliviar o ardor, mas o produto não diminuía as dores sentidas pela vítima. "Refrescava, mas não diminuía a dor. Ela dizia que estava morrendo de dor. Mal conseguia andar, porque doía muito. Só vestia roupão daqueles fininhos de seda, porque só de triscar a roupa já doía", citou Mirian. Na segunda-feira, dia 12, Nara foi a um hospital e o diagnóstico era de insolação. No período da tarde, ela foi liberada pela instituição e parecia ter melhorado.

Na terça-feira, 13, Nara teria combinado com o namorado de pegar documentos no hospital que comprovassem a negligência da clínica. Pouco antes de ir ao hospital, a jovem começou a passar mal e desmaiou. Levada ao hospital, Nara sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu, morrendo já na madrugada de quarta-feira, 14, por volta das 2h.

A família pretende processar a clínica e a Polícia Civil está investigando o caso. Na quarta-feira, 14, quando a reportagem do G1 tentou contatar a clínica, a mulher que atendeu o telefone informou que a mesma estava fechada há alguns dias. No mesmo dia, a  Agência de Fiscalização do DF (Agefis) esteve no local e não encontrou macas ou equipamentos para bronzeamento artificial. A moradora teria informado que a clínica funcionava na sacada da residência, mas que a pessoa responsável teria deixado o local.

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