Homem que matou francana com macaco é condenado


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 Ontem, José Roberto de Castro Filho foi condenado
Ontem, José Roberto de Castro Filho foi condenado
Cinco anos depois de matar a comerciante Erlane Aparecida da Silva, então com 34 anos, com golpes de macaco automotivo em um rancho de Cássia (MG), o sapateiro José Roberto de Castro Filho, hoje com 27 anos, foi condenado. Ontem, no Fórum do município mineiro, ele foi a júri popular e recebeu sua sentença: 14 anos e 6 meses em regime fechado.
 
Em uma audiência que durou mais de nove horas, a maioria dos jurados decidiu pela condenação do assassino de Erlane. Segundo o advogado assistente da acusação, Alex Gomes Balduíno, foram horas de emoção para a família e amigos da comerciante, que acompanharam os depoimentos de policiais civis que trabalharam no caso, inclusive da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, e testemunhas. “Eles estavam ansiosos por um desfecho. A mãe sofreu muito com o assassinato e morreu sem ver justiça. Hoje (ontem), finalmente, aconteceu. Ele foi julgado por matá-la de forma cruel, por motivo torpe (ciúmes), ocultação de seu cadáver e por ter dificultado a defesa da vítima. Com isso, houve justiça”, disse.
 
Com o uniforme de detento, já que está preso desde 2014 e aguardava seu julgamento no CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de São José do Rio Preto, o sapateiro indiciado por homicídio doloso (quando há a intenção de matar) também falou na audiência. 
 
De acordo com o advogado, ele confessou ter asfixiado Erlane e ainda desferido golpes com o macaco automotivo em sua cabeça. “Disse que se arrependeu e foi um momento de loucura.”
 
O crime
A comerciante foi assassinada em um rancho de Cássia, no dia 24 de março de 2011. Segundo o apurado pela polícia na ocasião, Castro Filho ligou para Erlane, que era proprietária de uma loja de confecções na praça das Bandeiras, em Franca, e a convenceu a viajar até o local. 
 
Lá, após uma discussão motivada por ciúmes, o sapateiro teria a asfixiado e, depois, matado a mulher usando um macaco automotivo. 
 
No dia seguinte, o assassino se apresentou à polícia. Estava com um cheque de R$ 2 mil em nome da vítima, mas por ter escapado do flagrante, foi liberado e passou a responder ao inquérito em liberdade. 
 
Como não atendeu aos chamados da Justiça mineira, teve a prisão decretada em março de 2014.
 
Foragido, Castro Filho foi capturado pela polícia cinco meses depois, naquele ano, na cidade de Birigui (SP). Desde então, está preso e, nos próximos anos, deverá permanecer na cadeia para cumprir sua pena e pagar pela morte da comerciante Erlane Aparecida da Silva.

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