Mais um responsável pela venda de drogas no Jardim Ângela Rosa, zona Sul de Franca, foi preso após um trabalho de investigação de agentes da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes). Na noite dessa terça-feira, um sapateiro de 21 anos foi surpreendido com quase um quilo de maconha e cocaína fragmentada em uma porção maior e outros 45 papelotes.
A apreensão aconteceu após denúncias anônimas feitas aos policiais da Dise, que investigaram o acusado por um mês e fizeram campanas no bairro. Os policiais perceberam que o sapateiro, morador da Vila Santa Cruz, guardava as drogas em casa. Para transportar os entorpecentes até as proximidades da praça do Jardim Ângela Rosa e em um bar da região, ele usava o carro de sua mãe, um VW Gol.
Ao atestar a movimentação e observá-lo vendendo drogas, os policiais civis conseguiram um mandado de busca e apreensão e foram até sua casa. Na gaveta da cômoda de seu quarto, eles encontraram 30 gramas de cocaína. Essa porção, quando fragmentada, renderia 150 papelotes. Quarenta e cinco porções menores da mesma droga também foram apreendidas.
Os agentes continuaram a revista pelo imóvel e, já na cozinha, abriram as panelas. Em seu interior, estavam três tijolos de maconha que pesavam 830 gramas. Dividido, o entorpecente poderia render 410 porções pequenas.
O sapateiro foi levado à sede da delegacia especializada e confessou ser traficante. Ele, que já possui passagens pelo mesmo crime, disse que vendia a maconha em porções maiores pelo mesmo preço que a cocaína: R$ 20. Autuado em flagrante, acabou recolhido ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca.
‘Praça do tráfico’
Esse não foi o primeiro suspeito preso por tráfico de drogas nas imediações da praça do Jardim Ângela Rosa. De janeiro de 2015 até ontem, os investigadores da Dise prenderam 28 pessoas que vendiam maconha, cocaína e crack naquela região.
Dos presos, quatro eram adolescentes. Um deles, inclusive, foi apreendido em agosto do ano passado aos 17 anos. Em maio deste ano, quando atingiu a maioridade, foi parar na cadeia. O motivo? Logo que saiu, voltou a vender drogas na pracinha.
De acordo com o delegado Djalma Donizete Batista, há uma preocupação dos investigadores da especializada em combater o tráfico de drogas no Ângela Rosa.
“As campanas e os trabalhos feitos que constatam o crime nessa área são determinantes para obtermos sucesso”, disse o delegado, que destacou a participação de menores de idade no crime. “Com o esforço de toda a equipe da Dise, conseguimos esse número de flagrantes e apreensões de entorpecentes, inclusive de adolescentes que, apesar da pouca idade, já estão no mundo do crime”, completou.
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