Morreu Waldemar Faciroli


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Waldemar Faciroli foi sepultado dia 9, no Cemitério Jardim das Oliveiras.
Waldemar Faciroli foi sepultado dia 9, no Cemitério Jardim das Oliveiras.

“Dizíamos que ele sempre saia de casa com duas camisas, a segunda para dar a alguém que encontrasse pelo caminho, e precisasse”

Morreu às 13 horas do dia 8 de setembro, quinta-feira, durante locomoção a socorro de urgência na Santa Casa de Franca, após sofrer infarto agudo do miocárdio em sua casa, o senhor Waldemar Faciroli. Tinha 66 anos. Hipertenso, estava afastado do trabalho há dez anos, ocasião em que sofreu acidente no exercício de sua profissão de pedreiro. “Papai passou a se mover com grande dificuldade. Afastado do trabalho pelo INSS, foi cuidado com atenção e carinho em seu segundo casamento. Na manhã do dia de sua morte, foi ao Centro da cidade receber seu benefício. Voltou à casa, almoçou e sentiu desconforto no peito. Logo após, sofreu o infarto. Embora o socorro tenha sido rápido, já não havia o que se fazer por ele”, disse o filho Marciel.

Com os pais e mais sete irmãos, Waldemar trabalhou por toda a infância, adolescência e juventude, na roça. “Esteve sempre acostumado ao trabalho duro. Em certo tempo, decidiu-se por se mudar para Franca, arranjando trabalho de lixador em Calçados Samello. Ficou lá por uns dez anos”, contou o filho.

Aqui, conheceu e se casou com Cleide Aparecida Moraes. Do enlace, dois filhos, Marcelo e Marciel, casado com Renata. Teve três netos, Leonardo, Gustavo e Breno.

“Depois da atividade com calçados, papai, encontrou na construção civil, sua verdadeira vocação. Tornou-se construtor de residências. Fazia tudo, do alicerce ao acabamento. Mesmo sem estudos especializados, tornou-se competente e disputado mestre de obras. Realizou trabalhos que muito o orgulharam, e não à toa conquistou clientela rápida e fiel. O respeito que seus clientes lhe dedicaram ficou claro no dia em que morreu. Um amigo de outra época enviou sua filha até nós, e disse que ele queria que nosso pai tivesse um túmulo com a ‘com a dignidade dele’, no cemitério Parque Jardim das Oliveiras. Ficamos muito emocionados. Aproveito essa ocasião para agradecer a esse amigo anônimo”, disse Marciel.

Waldemar e Cleide se separaram depois de anos de casamento. ’”Ainda assim, ele continuou provendo o que pôde a mamãe e a nós. Nunca nos deixou faltar nada. Ficamos adultos, nos empregamos e, num certo dia, fomos dizer a papai que não havia mais necessidade de que ele nos direcionasse pensão, mas ele achou ruim. Tivemos que forçá-lo a não pagar mais. Era um homem pacífico, tranquilo, responsável, aconselhador. Foi um esteio de família. Também por seus irmãos, batalhou por casa própria a cada um deles”, disse o filho.

Teve segundo casamento. Recebeu de sua mulher atenção, respeito e carinho. Viveram quase 20 anos juntos. Ajudaram-se mutuamente. “Construiu relacionamentos duradouros e fez amizades por onde passou. Integrou a igreja evangélica mas, devido às sequelas do problema na coluna, deixou de frequentar o templo. Aí, descobriu até onde ia o valor que lhe davam: todas as quintas-feiras, fieis e pastores o visitavam em sua casa, para orarem com ele. Papai recebeu, em vida, o que bem que distribuiu. Dizíamos que ele sempre saia de casa com duas camisas, a segunda para dar a alguém que encontrasse pelo caminho, e precisasse. Por certo, Deus agora o tem de novo, completamente bem e feliz”, encerrou, emocionado, Marciel.

O velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado às 13 horas, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, dia 9 de agosto.

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