Atualizado às 12h40
Policiais Militares e promotores ligados ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) realizaram uma megaoperação em Miguelópolis na madrugada desta segunda-feira, dia 12, e prenderam ao menos seis pessoas - cinco delas são vereadores da Câmara local. Ao todo, havia dez mandados de prisão por fraudes em licitação e desvio de verbas a serem cumpridos. Quatro pessoas ainda são procuradas. A operação é a segunda parte da Cartas em Branco.
Até por volta das 8h30, estavam detidos os vereadores André Freitas (PV), Genésio Urias (PTdoB), Júlio Cesar (PV), Reinaldo Gonçalves (PT) e Valter Sampaio (PTdoB). As equipes de investigação seguem fazendo buscas na Câmara.
OUÇA:
Dos dez mandados de prisão, oito eram contra vereadores. Além dos cinco integrantes do Legislativo que já estão detidos, três deles não foram localizados em seus endereços.
Quatro mandados de prisão não foram cumpridos porque os suspeitos não foram localizados pelos policiais durante a madrugada. Estão foragidos os vereadores João Tadeu Jorge Junior (PMDB), Matheus Fernando (PSB) e Vicente de Paula Moura (PMDB), além do comerciante Nivaldo Brito de Lacerda. Todos são suspeitos de envolvimento com os mesmos crimes relacionados a fraudes em licitações.
Em abril o prefeito, Juliano Mendonça (PRB) foi preso durante a Operação Cartas em Branco acusado de fraudes em licitações.
EM FRANCA
Presos em Miguelópolis, os vereadores foram trazidos para a sede da DIG, em Franca. Lá eles foram autuados e levados para a Cadeia do Guanabara, sem falar com a imprensa.
A Câmara Municipal de Miguelópolis tem 11 vereadores. Cinco foram presos e outros três são procurados.
Colaborou: Cássio Freires
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.