Roubos, furtos, homicídios e tentativas. As ocorrências policiais em Franca não param de crescer e, a cada dia, deixam mais amedrontada a população que se sente cada vez mais insegura. Retrato disso são os números da estatística da criminalidade nos sete primeiros meses do ano, divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado. No geral, os crimes cresceram 23%, dando um salto de 4.138 em 2015 para 5.092 no mesmo período de 2016.
De janeiro a julho deste ano, os ladrões fizeram a festa em todas as regiões da cidade e, em média, 18 furtos foram registrados em todos os dias do ano, totalizando 3.885 casos ante 3.071 em 2015, representando crescimento de 26,5%. Destaque para a região do 2º Distrito Policial, que somou 1.004 furtos. O furto de veículos seguiu a mesma tendência e também subiu 9,3%. Este ano foram levados 529 veículos contra 484.
No geral, os roubos, tanto de veículos como os comuns, também subiram. No caso de veículos, o crescimento foi de 16,21%, passando de 37 para 43. Já no caso de roubos comuns, o aumento foi de 17,74%, passando de 462 para 544 entre janeiro e julho deste ano. Neste caso, a região com mais ocorrências faz parte do 4º DP.
Os estupros também apresentaram um ligeiro aumento, passando de 30 para 31 registros.
Mortes
As vítimas de homicídios também cresceram na cidade. Enquanto em 2015 foram assassinadas 10 pessoas, neste ano 13 perderam a vida de forma cruel.
Entre os crimes registrados neste ano, e que prossegue sem solução, está o assassinato da dona de casa Etiene Josefa de Arruda Coelho, de 33 anos, morta em fevereiro na chácara onde morava, próximo ao Parque Universitário, com dois golpes de picareta.
Já os casos de latrocínio (roubo seguido de morte) estão entre as ocorrências que caíram em relação a 2015, passando de 3 para 2. Entre eles, está o do comerciante Gerson Batista de Oliveira, de 72 anos, no Jardim Aeroporto III, cometido em abril. O idoso acabou morto após ser feito refém por dois assaltantes que, com pedaços de madeira, agrediram a vítima que não resistiu aos ferimentos e morreu.
Além das mortes, as tentativas de homicídio na cidade também saltaram de 11 para 15 casos. O aumento representa 36,36% a mais nas ocorrências.
O número de vítimas de acidentes de trânsito também caiu de 19 para 17 casos. A diferença está na natureza dos crimes, que neste ano soma também um homicídio doloso (quando o motorista assume o risco de matar).
Trata-se da jovem vendedora Jordana dos Santos Cabral, de 22 anos, que morreu em abril após o namorado, o ajudante-geral Weverton Mascena de Lima, 22, beber antes de dirigir e bater no muro de uma loja de materiais para construção da avenida Hélio Palermo. Com a violenta batida e por não ter sido socorrida, Jordana morreu.
Providências
Em nota, a PM informou que está atenta aos índices registrados na cidade e vem implementando “importantes” ações preventivas voltadas ao combate à criminalidade. Entre as medidas, foi realizada a intensificação do policiamento em áreas específicas da cidade, bem como, realizadas ações conjuntas com outros órgãos públicos, como Polícia Civil, Prefeitura, Vigilância Sanitária, etc., voltadas também ao combate e fiscalização de locais de receptação.
A Polícia Civil foi procurada, mas informou que não pode se pronunciar sobre os números.
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