Uma vida de lutas e vitórias. Na infância, Guilherme Batista Silva teve que lidar com uma doença oftalmológica degenerativa chamada Stargardt. O problema foi descoberto aos oito anos, após sua mãe notar que ele assistia televisão muito próximo do aparelho. A falta de visão não impediu que Guilherme praticasse esporte e foi na natação, que o francano passou a conhecer a vida de outra forma.
Guilherme superou dificuldades e barreiras vividas por um deficiente e se tornou um dos principais nadadores paralímpicos das Américas. Com 17 anos de idade, o francano tinha como objetivo representar o país na Paralimpíada de 2016. “Quero chegar em 2016 (na Olimpíada do Rio de Janeiro). Minha primeira medalha eu conquistei em Franca, nadando em casa. Quem sabe minha primeira medalha pela seleção seja aqui no Brasil?”, enfatizou durante entrevista em 2013.
Foram quase três anos dedicados exclusivamente ao ciclo paralímpico para que o sonho se tornasse realidade. Com 21 anos, o francano conquistou índices para disputar três provas na Rio 2016: 100m peito, 50 a 100m livre.
Guilherme cairá na água na manhã deste domingo, para participar das eliminatórias dos 100m peito. As provas da categoria S13 (para atletas com taxa de 10 a 15% de visão) estão previstas para começar às 9h30. Caso o francano consiga vaga para as finais, a disputa da medalha ocorrerá no mesmo dia (a partir das 17h30).
Guilherme participará de duas provas.
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