Jogadores de 'Pokémon' tiram a paz de moradores do Centro


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Em busca de Pokémons, jogadores tomam a praça do cemitério da Saudade: no local há grande concentração de ‘monstrinhos’
Em busca de Pokémons, jogadores tomam a praça do cemitério da Saudade: no local há grande concentração de ‘monstrinhos’
A atividade constante de jogadores do game Pokémon Go tem tirado o sono de moradores do entorno da Praça Carlos Pacheco de Macedo, que fica em frente ao cemitério da Saudade, e ruas adjacentes, no Centro. De acordo com relatos de quem vive ali, grupos têm se reunido e causado gritaria, aceleração de motos, carros e ouvido música em alto som madrugada adentro.
 
“A praça nunca foi muito quieta mas, desde que esse jogo começou, eu não consigo dormir à noite. Parece que a bagunça está dentro do meu quarto. E não adianta abrir a janela e pedir sossego, porque eles respondem”, disse uma moradora que pediu para não ter o nome divulgado. “Ouço coisas que uma senhora da minha idade não deveria ouvir. Estou perdendo meu direito ao sono. Esse pessoal não deve trabalhar ou estudar, porque não é possível! Ficam aqui até as 5h30 da manhã. Eu rezo a Deus pedindo que chova para que eu possa dormir.”
 
A reportagem conversou com alguns jogadores que utilizam a praça, onde tem um ginásio de pokémons, e as gritarias foram confirmadas. De acordo com eles, que preferiram não revelar seus nomes, os gritos seriam para avisar outros jogadores sobre a localização dos pokémons. “Tem gente que ‘perde a linha’. Encontra algum pokémon raro, que normalmente estão nas ruas paralelas, e gritam para avisar, porque ele fica num mesmo ponto por pouco tempo. Aí, o pessoal que está na praça, sai acelerando carro, moto e o que for pra chegar a tempo”, afirmou. “Pessoal fez até um ‘gato’ no poste da pracinha para conseguir recarregar o celular, porque o jogo consome muita bateria”, afirmou outro.
 
Além das exaltações dos próprios jogadores, há outras situações que contribuem para a falta de sossego dos moradores. “Nem todo mundo apronta gritaria. O que acontece muito é o pessoal passar de carro e, para zoar a gente, que está jogando, gritar: “Olha o pokémon ali”, disse o pespontador Eberson Rodrigues. “Galera de ônibus também adora zoar e, quem está dentro de casa, vai achar que é a gente.”
 
Os moradores ponderaram que, em horários apropriados, a presença de jovens, famílias e crianças que utilizam a praça para jogar tem sido boa para o local. “Afastou um tipo de gente que vinha aqui só para usar drogas e fazer coisas ilícitas”, disse uma outra moradora. “O chato é só quando as coisas excedem e acaba atrapalhando o nosso sossego”, completou.
 

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