Justiça dos EUA determina que jovem sequestrado pelo pai volte ao Brasil


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 Gustavo Gaskin com a mãe em imagem divulgada nas redes sociais
Gustavo Gaskin com a mãe em imagem divulgada nas redes sociais

A Justiça do estado norte-americano do Tennessee determinou que o menino Gustavo Gaskin, de 13 anos, retorne ao Brasil. A decisão aconteceu no final da noite de quinta-feira, dia 8.

Cheyenne Menegassi, mãe do garoto, é professora em Santa Rosa de Viterbo (SP) e diz que a viagem aconteceu com autorização judicial. Gustavo chegou aos Estados Unidos em 27 de junho. No entanto, 20 dias depois, apesar de o adolescente ter levado um tablet e um celular, Cheyenne não tinha notícias do filho. Ela descobriu que o pai do garoto, Samuel Gaskin, vivia há 3 anos em isolamento com a mãe em uma fazenda e que ele teria se tornado uma pessoa agressiva.

A mãe de Gustavo acusou Samuel de sequestro internacional e o caso começou a ser investigado. Neste período, Samuel havia pedido a guarda emergencial do filho. A advogada da família brasileira, Camila Ghozellini Carrieri, recorreu ao fato de que o Brasil e os Estados Unidos são signatários da Convenção de Haia, que prevê que a discussão da guarda ocorra no país em que mora o adolescente, no caso, o Brasil.

Uma audiência foi realizada e a Justiça ouviu tanto Cheyenne, quanto Samuel e Gustavo. Por volta das 23h30 (horário de Brasília) de quinta-feira, 8, foi decidido que o adolescente deveria retornar ao Brasil. A audiência aconteceu nos Estados Unidos e, de acordo com o site G1, Cheyenne está providenciando o retorno ao Brasil acompanhada do filho. A audiência colocou fim ao pedido emergencial de guarda feito pelo pai.

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