Promotor diz que slogan de Doria é ilegal e pede troca


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João Doria sofreu dois reveses na esfera jurídica nesta quarta-feira
João Doria sofreu dois reveses na esfera jurídica nesta quarta-feira
A estratégia de comunicação do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, sofreu dois reveses na esfera jurídica nesta quarta-feira (7). Em um episódio, o Ministério Público Eleitoral considerou ilegal o uso do slogan "Acelera SP" pela campanha do tucano.
 
A expressão é uma cópia de nome dado pelo governo Geraldo Alckmin a um programa para beneficiar prefeituras, como mostrou reportagem da Folha de S.Paulo desta quarta.
 
O advogado da campanha de Doria disse não ver problema na coincidência, mas o promotor José Carlos Mascari Bonilha entendeu de outro modo. "O que mais chama atenção (...) é a tentativa de associação ao governo do Estado, apropriando-se indevidamente de nome que se insere no rol dos projetos estaduais. Isso, a lei eleitoral não admite", analisou Bonilha.
 
O parecer do promotor é uma resposta a ação impetrada contra a coligação de Doria por um candidato a vereador do PSD e um militante do próprio PSDB, como mostrou a coluna "Painel" em agosto.
 
A cópia do slogan de um programa estadual será alvo de nova ação na Justiça, dessa vez movida pela coligação de Marta Suplicy (PMDB).
 
Paródia
No mesmo dia, decisão da Justiça proibiu Doria de exibir em sua propaganda eleitoral publicidade que parodiava comerciais de uma rede nacional de postos de gasolina, a Ipiranga.
 
Nas peças eleitorais, uma atriz pergunta, por exemplo, onde achar "UBS sem fila, hospital limpinho e médico especialista", e um ator responde: "Lá na propaganda do PT". A Ipiranga interpelou a campanha na Justiça.
 
O juiz Danilo Barioni mandou suspender os comerciais sob ameaça de multa. Entendeu que era preciso respeitar a orientação de "coibir propaganda que se utilize de criação intelectual sem autorização do respectivo autor".
 
'Deu no que deu'
O candidato tucano ainda foi alvo de críticas dentro de seu próprio partido. Doria conta com o apoio de Alckmin, mas parte expressiva da cúpula do PSDB o rejeita.
 
Vice-presidente da sigla e ex-governador paulista, Alberto Goldman disse em vídeo que divulgou que Doria faz propostas fantasiosas e comparou seu discurso ao que elegeu Dilma Rousseff e Fernando Haddad, do PT.
 
"Elegemos em 2012 o Haddad porque ele era o 'novo', como se o novo fosse o bom. Acabamos de tirar uma presidente que era a 'nova'", disse Goldman. "Hoje há tentativa de se eleger João Doria como o 'novo'", iniciou.
 
"Deu no que deu no governo federal; deu no que deu na prefeitura e pode vir a dar se nós elegermos amanhã um 'novo' que não tem estrutura para dirigir São Paulo", concluiu.

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