Morreu Irene Gomes da Silva


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Irene Gomes Silva foi sepultada em Delfinópolis, dia 3.
Irene Gomes Silva foi sepultada em Delfinópolis, dia 3.

“Passou pela vida sem deixar uma única malquerência”

Morreu aos 30 minutos do dia 3, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Irene Gomes da Silva, aos 64 anos. De três meses para cá, segundo seu marido, Renê, Irene conviveu com agravamento do Mal de Chagas que portava desde muito jovem; de Alzheimer - que lhe tirou quase toda a qualidade de vida - e grave pneumonia. “A gente levou ela a várias internações, de dois anos pra cá. Coitadinha, sofreu muito, mas no dia 3, Deus deu descanso pra ela e levou para perto dele”, disse seu marido Renê.

Ele e ela nasceram em Delfinópolis (MG), filhos de pequenos produtores rurais. “Meu pai tinha uma fazendinha e eu, um sitiozinho. Depois que casei com Irene, ainda conseguimos tocar as coisas da terra por mais cinco anos, mas a lavoura deu prejuízo e tivemos que vender tudo para pagar os bancos. Durante esse tempo, nasceram dois filhos nossos, Érica Cristina, casada com Rainer Lima; e Deni Carlos, casado com Thaís de Paula”, contou ele.

Com os pais dele, vieram todos para Franca em 1981. “A gente tinha que arranjar a vida de novo. Meu pai foi trabalhar numa construtora, como marceneiro. Eu arranjei trabalho como porteiro no Curtume Progresso. Irene ficava em casa, cuidando dos filhos. Com o fechamento do curtume, fui para Calçados Guaraldo, que também fechou. Comecei a trabalhar como eletricista. Ainda faço isso hoje. Pago aposentadoria como autônomo. Não fosse a mãe presente, atenta e maravilhosa que Irene foi para os filhos, e a mulher de verdade que foi minha companheira na alegria e na tristeza, a gente não teria vivido 42 anos juntos, cada momento, com tanta felicidade”, disse Renê.

Em Franca, nasceu o terceiro filho do casal, Marcos, casado com Ivone. “Dos filhos, tivemos três netinhos - Maria Fernanda, Diego de Paula e Ana Gabriele - que fizeram da Irene a avó mais feliz do mundo. Ela não se cansava de dizer que aprendemos tudo o que a gente foi, com nossas famílias. Em nossas famílias, o suor sempre escorreu nas maçãs da cara a vida inteira, e nossos filhos e netos receberam como herança. Comemoramos aniversários e muitas ocasiões com churrasquinhos, com o pão de queijo dela, que deixa saudade. Passou pela vida sem deixar uma única malquerência. Minha mulher cuidou da gente e de tudo, certinho”, disse seu viúvo.

Foi velada no “Regional do Aeroport”’. “Queria ser enterrada em Delfinópolis, junto aos dela, e pudemos fazer sua vontade, graças a Deus”. O sepultamento ocorreu às 17 horas do dia 3, naquela cidade, com serviços da Funerária Nova Franca.

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