Hospital que imobilizou idosa por cima da roupa e calçado se pronuncia


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Maria Ivone Rodrigues Leme, de 70 anos, machucou a perna esquerda após uma queda - (Foto: Francisco Fernando Leme/Arquivo Pessoal)
Maria Ivone Rodrigues Leme, de 70 anos, machucou a perna esquerda após uma queda - (Foto: Francisco Fernando Leme/Arquivo Pessoal)

Após a repercussão do caso da idosa de 70 anos que teve a perna imobilizada por cima da roupa e do calçado que usava, a diretoria da Santa Casa de Bariri, em São Paulo, se pronunciou.

Na segunda-feira, dia 5, a instituição deu uma nova versão para o caso e alegou que o procedimento era somente temporário, para fazer o transporte da paciente para uma unidade que contava com um ortopedista de plantão. Maria Ivone Rodrigues Leme, de 70 anos, machucou a perna esquerda após uma queda no final de agosto, segundo o site G1.

"A imobilização foi feita por cima da calça para não constranger a paciente, que é idosa e teria que ir de roupa íntima para o posto de saúde porque teria que tirar a calça, ou cortar a calça de alguém que às vezes não teria dinheiro para comprar outra. O médico, humanitariamente, resolveu fazer uma imobilização provisória para o transporte”, diz Marco Antônio Gallo, diretor da Santa Casa.

“A Unidade conseguiu uma consulta com um especialista na UBS e o médico fez uma mobilização de transporte para ela ir até o posto de saúde ser atendida. Ele não fez essa imobilização para mandar a paciente para a casa. Em momento nenhum o médico praticou um erro. Em momento nenhum ele praticou uma imprudência. Não foi negligente em momento nenhum. Ele mesmo se encarregou em tentar achar uma vaga para essa paciente com um especialista”, declara o diretor.

A Diretoria de Saúde municipal confirmou o encaminhamento da paciente para o posto em que estava o ortopedista de plantão, mas não informou porque Maria Ivone continuou com a imobilização improvisada depois do atendimento. A idosa revelou ter ficado dois dias usando a calça e o tênis, sem conseguir tomar banho, até que voltou ao hospital e pediu que refizessem o procedimento de imobilização.

No dia 26 de setembro o Conselho Municipal apresentará um relatório a respeito da apuração dos fatos e procedimentos médicos adotados. A paciente já retirou a imobilização e segue acompanhada por um grupo de saúde da família. O médico que realizou a imobilização por cima da roupa e calçado da idosa já foi convidado a retornar ao trabalho, após ser afastado temporariamente de suas atividades.

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