Mulher de 42 anos é morta espancada e estrangulada


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Interior da casa onde Juliana Valéria Nazário, de 42 anos, foi encontrada morta
Interior da casa onde Juliana Valéria Nazário, de 42 anos, foi encontrada morta
A desempregada Juliana Valéria Nazário, de 42 anos, foi encontrada morta em uma casa abandonada do Jardim Paulistano, na manhã dessa segunda-feira.
 
O principal suspeito do assassinato de Juliana, que possuía marcas no pescoço indicando que morreu estrangulada, é seu namorado. Ele, que morava na obra abandonada com a vítima e outros usuários de drogas, fugiu do local e ainda não foi localizado pela polícia.
 
De acordo com moradores da casa onde Juliana vivia, o casal costumava brigar e consumia bebidas alcoólicas e drogas diariamente. “Não nos envolvíamos muito, porque eles sempre tinham problemas. Bebiam sete, oito garrafinhas de pinga todos os dias. Às vezes, a gente entrava no meio com medo de que ele a machucasse”, disse Talita Elias Martins, que reside em um dos quartos da casa.
 
Uma prima da vítima que esteve no local afirmou que, no último domingo, o namorado da desempregada a espancou e a jogou na rua, muito ferida. “Soubemos por vizinhos que ele a jogou no meio da rua. Antes de sumir, falou por aí que tinha feito besteira e precisava de um advogado”, contou Elaine Cristina Rocha, que prosseguiu. “Hoje, acharam-na morta, debaixo de uma pilha de roupas.”
 
Peritos do IC (Instituto de Criminalística) estiveram no local dos fatos e confirmaram que Juliana foi espancada e estrangulada. O caso, registrado no 3º Distrito Policial, área correspondente ao Jardim Paulistano, já está sob investigação no Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). 
 
Histórico
De acordo com Elaine Rocha, o casal mantinha um relacionamento há quase um ano e meio. A contragosto da família. “Os vizinhos diziam que ele batia muito nela, que era uma pessoa tranquila e que não mexia com ninguém. Falávamos com ela sobre largar dele e tentamos tirá-la dessa vida, mas não aceitava”, disse a prima da vítima.
 
Após um ano e meio de relacionamento, veio a notícia da morte de Juliana para a prima e o resto da família, que clama por justiça e espera que o suspeito se entregue à polícia. “Já que foi covarde o suficiente para matá-la, que agora seja homem e responda pelo que fez.”
 
Ainda de acordo com a Elaine, Juliana deixa um filho de 5 anos. Desde ontem à tarde, ela está sendo velada no Santo Agostinho. Hoje, às 10 horas, com trabalhos da funerária São Francisco, será sepultada no mesmo local. 
 
 

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