A chapa de Alexandre Alves Borges (PSD) esquentou. O seu pedido de registro de candidatura ao cargo de prefeito de Jeriquara foi indeferido pela Justiça ontem. Ex-prefeito, ele havia sofrido duas contestações, uma da coligação adversária e outra do Ministério Público. A ficha dele não é das mais limpas.
Entre outros processos que responde, Alexandre Borges foi condenado por órgão colegiado em ação civil pública: contratou obra pública sem respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Licitações. Uma das sanções consistiu na suspensão dos seus direitos políticos por cinco anos. “A sentença e o Acórdão reconheceram o elemento volitivo no ato improbo, ou seja, o pretenso candidato, então prefeito, quis agir e, portanto, obrou de forma dolosa”, escreveu na sentença o juiz Luiz Gustavo Giuntini de Rezende.
Alexandre pode fazer campanha enquanto recorre, mas sabe que é mais fácil a Dilma voltar do que ele reverter a decisão no Tribunal de Justiça.
Mexe o doce: O juiz José Rodrigues Arimatéa deferiu ontem o pedido de registro de candidatura de Amarildo Nascimento (PMDB) em Restinga. Ele havia sido contestado pela coligação adversária, mas o próprio MP decidiu que não havia motivos para a impugnação.
Em ritmo de campanha: Os vereadores vão batizar três ruas na sessão de hoje. Também vão conceder três moções de aplausos. Homenagens do tipo sempre rendem uns votinhos.
A piada é boa, vai!: Vanderlei renunciou à candidatura para vereador e deixou o PTB tristão.
Foi golpe: Os calçadistas do Brasil estão felizes da vida com o presidente da República. Durante viagem a China, Michel Temer (PMDB) deu uma escapadinha para comprar um pisante novo. Temer fez propaganda para o inimigo: o sapato chinês é forte predador do produto nacional.
Nóis, sofre, mas nóis goza!: Na coluna do dia 18 de agosto, publiquei nota sobre chapa fictícia de candidatos: Prefeito: Rogério da Funerária. Vice: Geraldinho Coveiro. Slogan: “Nos encontramos na urna”. No dia 26, José Simão, um dos mais influentes colunistas do Brasil, reproduziu a nota em sua coluna na Folha de S. Paulo. “Para enterrar Franca!”, acrescentou. O Macaco Simão não deve ter pingado o colírio alucinógeno: Os candidatos não existem, era apenas uma brincadeira.
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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