Um adolescente de 15 anos foi apreendido pela polícia na manhã de sábado, dia 3, suspeito de matar um comerciante em São Carlos, São Paulo.
A funcionária de uma padaria encontrou a cabeça do comerciante Rosemir Aparecido Landi, de 40 anos, e avisou as autoridades. "Eu olhei e achei que era um brinquedo. Quando eu cheguei perto, vi que era a cabeça de um homem e saí correndo. O susto foi tanto que eu pensei: 'Vai que volta e faz coisa pior comigo aqui'. Eu voltei e chamei meu esposo e chamei a polícia. Até então, eles achavam que era um trote e então retornaram a ligação, eu passei o endereço e eles vieram correndo", revelou a funcionária ao site G1.
"Foi realizada a diligência e encontraram o corpo do homem depois de 50 metros do local próximo de onde estava a cabeça, em um terreno", explicou o delegado Gilberto de Aquino, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos. O crime, segundo o delegado, aconteceu no cruzamento da Rua José Zavaglia. No local em que estava o corpo do comerciante, foram encontradas duas facas, de 15 e 30 centímetros, e pedaços de uma cortina, indicando que houve uma tentativa de incêndio.
Inicialmente, a polícia foi informada de que Rosemir não usava drogas, no entanto, testemunhas relataram que o comerciante teria passado a noite de sexta-feira, 2, em um bar na companhia do adolescente suspeito, consumindo cocaína. "Os dois são usuários de drogas, usam cocaína juntos, e por uma pequena discussão ele desferiu um golpe no pescoço e depois o segundo, terceiro, vários golpes contra a vítima, que caiu no chão", declara Gilberto.
Em depoimento, o adolescente teria contado que sempre teve vontade de "cortar a cabeça de alguém". A mãe do suspeito ajudou a polícia a encontrá-lo e o rapaz foi encaminhado à Fundação Casa. O crime ocorreu na madrugada de sábado e a apreensão do adolescente se deu no final da manhã do mesmo dia. Gilberto destaca que este foi o primeiro homicídio do mês de setembro, mas o 20º do ano na cidade. Marco Aurelio Gonçalves Costa, delegado que estava de plantão no momento do crime, revelou estar surpreso com a situação. “Em 25 anos como delegado de polícia é a primeira vez que vejo algo assim tão violento como a decapitação”, afirmou Marco Aurelio.
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